quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Galpão Torquato de Castro

O descaso com a educação em Pernambuco atinge proporções alarmantes. Enquanto Eduardo Campos faz campanha utilizando a mídia para se propagar inclusive mostrando seus feitos educacionais os alunos e professores da "Escola Galpão" (resquício do Centro Experimental Tito Pereira) agora entitulada Torquato de Castro enfrentam sérias dificuldades. Como se não bastasse a falta de recursos materiais necessários (livros para os alunos de E.J.A, mapas, papéis, biblioteca, etc.) para o desenvolvimento da aprendizagem, após uma semana sem aulas por conta do problema de uma fossa estourada e por falta d'agua, estes, ao retornarem às atividades são obrigados a suportar a indesejável fedentina (ainda pela falta de água) vinda dos sujos sanitários.
Temendo o registro da falta, valioso instrumento de poder nas mãos de direção autoritária, os professores(as) submetem-se a exercer suas atividades em ambiente de tamanha insalubridade. Os que discordam da situação, são assediados moralmente, tratados de forma desrespeitosa inclusive aos gritos. Dessa forma, poucos são os que ousam criticar e denunciar a enfadonha gestão.
Com o sistema de ar condicionado funcionando precariamente, o calor no recinto do galpão é insurpotável, a poeira acumulada pela constante sujeira tem adoecido os que fazem uso diário desse local.
Não há espaço para as aulas de Educação Física, dessa forma os alunos precisarão dirigir-se ao Tito Pereira (Centro) que dista do galpão aproximadamente 2 Km. Nada se leva em consideração, o tempo gasto no trajeto, a distancia, os riscos da caminhada entre outras inconveniências, o importante é fazer a 'escola' funcionar muito embora de forma maquiada.
Apesar da situação ser conhecida de todos (inclusive do Sintepe, da Gre e SEE) o 'desconforto' e as arbitrariedades inauguradas na gestão passada ainda são uma constante nessa 'escola', e tudo que nos dizem é para ter paciência uma vez que, a situação é provisória.
Pedir-nos paciência significa atestar a desatenção do governo do estado para com os trabalhadores em educação e demais comunidade escolar.


albeniass@yahoo.com.br

5 comentários:

  1. Se o filho do secretário de educação estudasse neste "galpão travestido de escola", com certeza a situação seria outra bem diferente.
    Mas,infelizmente a educação brasileira e em particular a pernambucana, vai continuar sendo classificada como uma das piores.
    Dar aulas num ambiente como este e ainda por cima aguentar o sarcasmo de gestão desqualificada, é dose pra leão.
    Jogar alunos e professores num local sem a mínima condição de funcionar como escola, é no mínimo falta de respeito e consideração.
    Faça o seguinte, senhor secretário:
    Coloque seu filho ou um sobrinho seu neste "galpão escola". Deixe-os por lá durante um mês, estudando nas condições atuais. Passe a buscá-los diariamente de ônibus. Esqueça as mordomias de secretário e no final deste período,o senhor terá uma ideia na prática, como é conviver diariamente com esta situação.

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  2. Mesmo depois de diversas denuncias é um absurdo que a SEE ainda não tenha resolvido o problema do anexo da escola Tito Pereira. Pior ainda ter nomeado o mesmo anexo com outro nome, transformando-o em uma "nova unidade de ensino" ainda conectado a dita escola Tito Pereira.

    Ou esta comunidade age e vai parar nas mídias impressas e televisivas ou ninguém vai resolver nada.

    A atual gestão da SEE é Phd em arumar jeitinhos que não resolvem problemas nenhum.

    Então o que resta é convocar os pais e alunos a tomar a avenida com faixas e pneus. Pois só assim os responsáveis se sentirão incomodados. Par eles não configura incômodo os alunos se locomoverem por quilometros para o acesso à escola. Afinal "Ninguém liga para filho de pobre" não é mesmo secretário Danilo?

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  5. Tenho acompanhado de perto o caso dessa referida escola. É coisa para Ministerio Publico mesmo, quando criou-se o Centro e a comunidade se rebelou indo à ruas, chamando imprensa, de imediato pais e alunos foram chamados pelos que faziam parte da direção do Tito para dizerem se queriam ou não ficar no galpão. Se não quissesem ficariam sem escola, não há outra nas proximidades, se aceitassem teriam que assinar uma lista concordando.
    Resultado: sem ter pra onde correr esta comunidade entregue à propria sorte, assinou a lista. Aí esta, foi parar na GRE, sob a alegação de que,a comunidade agora estava aceitando a NOVA ESOLA, deu no que deu.
    Uma imoralidade e pelo que sei a GRE recebeu denuncias sobre este fato mas, não posicionou-se. Uma imoralidade educacional

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