segunda-feira, 31 de março de 2008
O DNA do caos
sexta-feira, 28 de março de 2008
quinta-feira, 27 de março de 2008
Quem espera nunca alcança
Ainda espera saber quanto entra e para onde vai o dinheiro dos associados?
"Cansei de ouvir abobrinhas
vou consultar escarolas
prefiro escutar salsinhas
pedir consolo às papoulas
indagar umas espigas
aprender com pés de alho
ouvir dicas das urtigas
e dessas tulipas"
(Alice Ruiz e Itamar Assumpção)

Atenção usuários do SASSAPE
Local: auditório do Prorural ( Rua Gervásio Pires, 399 - Boa Vista, Prédio do antigo CONDEPE)
Pauta:
Informes gerais
Situação financeira do SASSEPE
Manutenção da casa de apoio
A participação de todos é muito importante, pois é bom ficarmos a par do que ocorre com o nosso serviço de saúde e opinarmos acerca do gerenciamento do mesmo!!!
domingo, 23 de março de 2008
Sintepe e governo
Um verdadeiro piso salarial!!

O OCASO DA ISONOMIA
PROFESSOR NÃO DESISTE DE LUTAR
JORNAL DO COMMERCIO 23/03/2008 – ECONOMIA p. 07.
POR CARLA SEIXAS
É diante de uma pilha de papéis que o professor aposentado do Estado José Dionísio da Silva, hoje com 74 anos, relata o processo de espera do pagamento de uma ação que se iniciou em 1993, sob a alegação de ISONOMIA SALARIAL, contra o governo do Estado. A causa é a mesma que outras 1.893 pessoas reivindicam [algumas já falecidas, como é o caso do maestro Fernando Borges] e representa para o caixa de Pernambuco cerca de R$ 500 milhões, além de um impacto mensal de R$ 6 milhões, caso a elevação seja implantada na base salarial.
Dionísio, hoje com remuneração base de R$ 726,00, alega que deveria estar com vencimentos acima de R$ 2 mil se o Estado colocasse em prática a determinação judicial TRANSITADA EM JULGADO desde 2003 no Supremo Tribunal Federal.
“O Estado diz que não pode pagar. Enquanto isso, muitos dos que esperam o pagamento dos precatórios ficam vivendo de arrego nas casas de outras pessoas e passando necessidade. E olha que nossa ação é classificada como precatório alimentício, por ser de natureza remuneratória.” Na mesma situação de José Dionísio, está a também professora aposentada Eli Linhares. A diferença é que dona Eli não acredita mais no pagamento de tais débitos. “O governador Eduardo Campos tinha dito que pagaria essa dívida conosco, mas o que aconteceu é que ele encontrou uma justificativa para recorrer antes que a dívida fosse inscrita. Não acredito mais em nada”.
De fato, o procurador-geral do Estado, Tadeu Alencar, diz que entrou com uma ação rescisória – o que paralisa o processo anterior. “Não estamos discutindo o valor, mas o direito”, alega o defensor do Estado. A nova ordem na Procuradoria é brigar até o final. “antes, os defensores do patrimônio público se comportavam sem muito comprometimento, diferente dos particulares. Em 2007, tivemos R$ 725 milhões em causas ganhas”.
AS ESCOLAS DO MEDO
JORNAL DO COMMERCIO 23/03/2008 – CIDADES p. 06.
POR CIARA CARVALHO
Esqueça os baixos salários. A repetência. A evasão. As escolas públicas de Pernambuco estão padecendo de um problema que extrapola o mundo das letras. A violência invadiu a sala de aula. Pior. Está sendo gerada dentro dela. Alunos têm espalhado medo e até morte num ambiente que deveria ser de educação. Qual o limite entre a indisciplina e a delinqüência? É um limite que um cadeado não consegue impor. Na escola Vila João de Deus, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, professores e alunos se trancam para tentar barrar a violência. O portão, que dá acesso às salas de aula, só é aberto no intervalo. Nem assim a insegurança fica do lado de fora. Há 10 dias, alunos quebraram o quadro de energia, estouraram bombas e geraram pânico na unidade. Lá, como em várias escolas visitadas pelo JC, no Grande Recife, professores, diretores e alunos vivem reféns do medo. Um terror gerado por vândalos vestidos de farda e com mochila nas costas.
A situação não é recente, mas tem piorado a cada dia. E já chegou ao absurdo de estudantes estarem sendo aprovados na lei da marra. Professores afirmaram, e diretores confirmaram, que estão “passando” os alunos, com medo de sofrer represálias. São jovens que faltam o ano inteiro e, no fim do semestre, fazem ameaças para não serem reprovados. O depoimento de uma diretora de uma escola estadual é surpreendente. “Na semana passada, uma mãe de uma aluna esteve na minha sala, exigindo que a filha fosse colocada no turno da noite porque seria mais fácil aprová-la. Sei que ela anda com matadores e não pude fazer outra coisa, senão transferi-la. Pode ter certeza que a estudante será aprovada porque nenhum professor terá coragem de enfrentar essa situação.”
Em outra escola, a reportagem ouviu o relato de uma professora que, mesmo envergonhada admitiu ter aprovado um aluno do 1º ano, para tentar se livrar dele. “Estamos apavorados. São delinqüentes fardados. Alguns andam armados. No ano passado, fui ameaçada de morte por um estudante. Não vou perder a vida por uma escola que os alunos não têm mais respeito. Quem vai nos proteger na sala de aula? E fora dela? O melhor é fechar os olhos”, declara.
É a falência do ensino, já tão cambaleante pelas suas próprias mazelas. Uma realidade que a Secretária Estadual de Educação admite: embora não seja generalizada, é verdadeira. “Temos informações de que isso está acontecendo, de que, por medo, professores estão aprovando alunos. Estamos estudando os casos para analisar como vamos agir”, afirma a secretária-executiva de Desenvolvimento da Educação, Aída Monteiro. O problema tem tomado uma dimensão tão grande que a secretaria pretende, este ano, fazer uma capacitação para preparar professores e diretores a enfrentar a violência vinda de fora e de dentro do colégio.
A tarefa não é fácil. A Escola Estadual Maria Emília Estelita, em Ouro Preto, em Olinda, ainda não se recuperou do trauma que viveu, há cerca de 20 dias, quando o vigilante da unidade foi assassinado por dois alunos. Foi um episódio extremo de violência numa rotina diária de insegurança. Freqüentemente, a escola era invadida por pessoas que pulavam o muro para usar drogas nas dependências da unidade ou via alunos ameaçarem outros de morte. A resposta foi pontual. Após a tragédia, dois policiais militares foram colocados no colégio, nos turnos da tarde e da noite. Uma tranqüilidade aparente. A direção diz que outros alunos com perfil violento, continuam na unidade de ensino. E não há como expulsá-los. Como disse um professor da escola: “o que resta agora é apelar para Deus e para a sorte para que nada mais aconteça.”
O DESABAFO
“Sou uma pessoa totalmente frustrada e assustada com a minha profissão. Não consegui colocar em prática tudo o que aprendi nos anos de faculdade. E hoje me deparo com uma sala de aula cheia de alunos que não dão a mínima para o que estou dizendo. Só querem saber de drogas, apagar as luzes da escola, quebrar as bancas, destruir o próprio ambiente deles. Nós, professores, estamos acuados na própria sala de aula. Ao tentar passar algo de bom, vem sempre a pergunta: ‘professora, para que estudar? Se eu não vou ter oportunidades? Quanto a senhora ganha para estar aí? Meu pai é alcoólatra, mataram meu irmão e eu só quero a Bolsa-Escola’. É o que eu escuto todos os dias. E o que eu vejo é ainda pior. Dou aula com medo para jovens que eu deveria estar ensinando a serem cidadãos. Como resgatar esses meninos? Com quem contar? Só conto comigo mesmo. E, às vezes, caio num vazio existencial porque os anos passam, mudam-se os governos, inventam novos projetos e a qualidade de vida minha e de meus alunos só piora. Diante de tanta dificuldade, ou desisto da profissão ou me acomodo. É mais do que um sentimento de incompetência. A sensação é de fracasso. Infelizmente, me sinto incapaz de resolver tudo isso que jogaram na minha mão. Por onde começar?”
DEPOIMENTO DE UMA PROFESSORA DE UMA ESCOLA ESTADUAL SUBMETIDA À VIOLÊNCIA DIÁRIA.
sábado, 22 de março de 2008
PÁSCOA - A VITÓRIA DA VIDA
O cristianismo apropriou-se dessa preocupação com a vida no momento pascal, e foi mais além quando associou a Páscoa com a ressurreição de Jesus, naquele domingo longínquo, quando as mulheres perceberam o seu sepulcro vazio, e receberam dos anjos a mensagem mais bela da história do cristianismo: "Ele não está aqui, ressuscitou, como preveram os profetas". Nosso Jesus, o mestre maior de todos, foi o único capaz de vencer a própria morte. Na história das religiões, podemos citar grandes profetas e líderes religiosos. Moisés, Maomé, Buda, e tantos outros. O que os distingue do Cristo ? A morte levou a todos, mas só Jesus foi resgatado do reino dos mortos, para demonstrar que em hipótese nenhuma podemos perder a esperança na ressurreição, na certeza de que a vida é maior do que a morte, pois a vida foi, é, e será eterna, independente de qualquer lei física ou natural.
E entre nós, como podemos celebrar com dignidade a Páscoa de Cristo ? Parece difícil, uma vez que temos tantos sinais de morte, de dor, que até parece que o anti-reino é mais forte do que as nossas esperanças na construção de uma vida verdadeiramente digna. Diante de tantas dores e medos, numa sociedade onde a maioria nada tem, enquanto poucos regateiam-se com o lucro do trabalho explorado e mal remunerado, num mundo marcado pela violência gratuita, pela corrupção de quem devia governar com justiça e equidade, pela dor de tantas famílias, crianças e idosos abandonados, e com uma natureza tão bela e distinta sendo miseravelmente massacrada pelos interesses do capital ganancioso, quantos sinais de morte, quantos motivos para acabarem com a nossa Páscoa, a nossa certeza e esperança de ressurreição.
Entretanto, a vida teima em vencer os sinais da morte. E mesmo onde existe apenas lama e desesperança, uma tímida flor insiste em existir. É a flor da nossa fé, da nossa esperança que se traduz e gestos concretos de solidariedade e de justiça. Nem tudo está perdido, pode estar para os homens, mas o plano de Deus é diferente de tudo o que pensamos. O ato de ressuscitar de Cristo não foi apenas uma demonstração de força, mas uma prova viva e inconteste de que o mal será derrotado, o oprimido libertado, o justo recompensado, e o sangue dos mártires será a semente de uma nova sociedade, onde a vida possa exibir-se em graça e plenitude.
Aleluia. Cantai louvores, pois não é todo dia que a vida vence a morte. Enchei-vos de contentamento, pois o Senhor Nosso Deus, é o Deus da Vida, o Deus da Ressurreição. A morte foi derrotada naquele instante em que Jesus rompeu aquela rocha de seu sepulcro. Desde então, podemos crer fielmente que, segundo, a promessa do Pai, um dia todos também ressuscitarão, e a morte perderá seu sentido. Enquanto esse dia não chega, podemos começar derrubando os sinais de morte em nosso meio, lutando sem temer, contra tudo aquilo que tira do homem a dignidade e a honradez, as quais Deus deu indistintamente a todos, para que pudessem desfrutar de sua magnificência e sabedoria. Páscoa, é um sinal de vida, eternamente fundamentada na esperança de um novo mundo de paz, justiça e principalmente de vida em abundância, pois foi Jesus mesmo quem afirmou que "vim para que todos tenham vida" (João 10, 10). E a Páscoa é a celebração da vida.
sexta-feira, 21 de março de 2008
A QUALIDADE NA EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO

Somos privilegiados... agora já temos sistema de verificação da qualidade do ensino... uma verdadeira máquina de educar os pernambucanos... como bem disse o secretário, não é somente com salário que se faz uma boa educação... é preciso implantar um programa de qualidade...
quinta-feira, 20 de março de 2008
Para secretário, salários baixos não interferem na qualidade da educação

quarta-feira, 19 de março de 2008
PISO APROVADO!
Conteúdos das novas disciplinas
segunda-feira, 17 de março de 2008
Resposta da Secretaria de Educação sobre monitoramento
Incomodado com título de 'pior salário do Brasil', Eduardo Campos promete melhoria salarial para professores
Na última sexta-feira, 14 de março, Dia Nacional da Paralisação dos Educadores pela aprovação do Piso Salarial Nacional, a presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, deputada Teresa Leitão (PT), teve uma reunião com o governador Eduardo Campos, no Palácio do Campo das Princesas.
No encontro, o governador se comprometeu em lutar pela melhoria dos salários dos professores.
Segundo Teresa, Eduardo Campos se comprometeu a ajudar os professores em duas linhas de ação: a primeira, no âmbito nacional, onde usará sua liderança como presidente nacional do PSB e governador para agilizar a votação do Piso Salarial no Congresso; e no âmbito estadual, a partir dos estudos que a Secretaria de Educação está fazendo para tratar a questão salarial com medidas estratégicas e significativas.
“O governador afirmou que vai concluir esses estudos o mais rápido possível, baseando tais análises no montante de recursos vinculados à educação previstos pela Constituição Federal – os 25%, na aplicação do Fundeb e na política do piso salarial vinculado ao Plano de Cargos e Carreira”, diz Leitão.
Segundo Teresa, o governador também afirmou sentir-se incomodado com a posição que Pernambuco amarga de “pior salário dos professores no Brasil”. “Ele externou o compromisso de mudar este quadro”, afirmou Teresa Leitão.
A reunião com o governador Eduardo Campos foi um reforço simbólico ao dia nacional de lutas pelo Piso Salarial Nacional dos Educadores e contou com a participação do secretário de Educação Danilo Cabral e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe).
O encontro foi o primeiro entre o governador e o Sintepe.
“O governador Eduardo Campos se mostrou sensível à questão salarial dos educadores e às diretrizes debatidas na reunião darão condições de se ter uma Campanha Salarial este ano com resultados mais positivos para a categoria. Abrir um processo negociável com o compromisso do próprio governador é extremamente importante para o desenvolvimento das relações trabalhistas entre governo e o sindicato dos trabalhadores em educação”, lembrou Teresa.
domingo, 16 de março de 2008
De volta ao tempo da “mordaça”
Para aqueles que haviam pensado, ter acabado o ciclo da ditadura nas escolas públicas de Pernambuco, mais um golpe está sendo preparado pelo governador Eduardo Campos. A novidade desta vez ficara por conta da volta dos gestores biônicos, que serão indicados pela secretaria de educação através de eleições indiretas, com cartas marcadas, previstas para outubro. A concretização dessa medida representara o fim da escola democrática, do direito conquistado por estudantes, pais, professores e funcionários de escolherem de forma transparente, pelo voto direto, seus dirigentes. Por trás dessa decisão está à intenção do governo em fazer com que as mazelas presente no universo escolar não cheguem aos ouvidos da opinião pública. A fórmula a ser implantada submeterá as escolas literalmente ao controle do governo. Na prática, isto significa que as escolas perderão sua autonomia política, pior, algumas continuaram funcionando como verdadeiros feudos, possibilitando que gestores, que estão a mais de uma década no cargo, se perpetuem na função, o que é abominável.
* Professor da rede estadual.
sábado, 15 de março de 2008
DEZ PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM SE CALAR
2° Se o sistema de avaliação vai mudar, por que as cadernetas chegaram nas escolas com o mesmo layout (modelo) dos anos anteriores, com os espaços para preenchimento com os indicadores de desempenho (DC, DEC, DNC) ?
3° Por que o governo do Estado gasta dinheiro com tudo: jornais, editoras de livros didáticos, fardamento e material escolar para o aluno, Paixão de Cristo, Bienal, empreteiras, etc.; mas recusa-se a pagar um salário digno para um docente ?
4° Por que reformar escolas em pleno período escolar causando transtornos a alunos e professores das unidades envolvidas ?
5° Por que os professores de Geografia, Sociologia, Filosofia, e Física, não foram consultados na escolha dos livros didáticos para a rede estadual ?
6° Como é que um professor de História ou de Geografia, que teve sua carga horária reduzida para duas aulas semanais vai ter tempo para fazer quatro avaliações por bimestre, como cita a nova minuta de avaliação da rede ?
7° Qual a formação pedagógica do atual Secretário de Educação ?
8° Por que o SINTEPE bate com luvas de pelica em questões como "projeto travessia", "centros experimentais de ensino", "mudanças nas matrizes curriculares e no sistema de avaliação", "repasse das verbas do Fundeb" ?
9º Onde estão os conteúdos programáticos das novas disciplinas criadas para compor a chamada parte diversificada do currículo, contendo o que cada professor deve ministrar em suas aulas (coisa essencial para o planejamento do professor) ?
10° Qual o castigo que os professores estaduais de ensino praticaram para merecerem uma gestão tão ruim quanto a de Danilo Cabral à frente da SEDUC, conseguindo superar até mesmo a turma de Jarbas e Mendonça ?
Depois de mobilização, projeto de piso salarial para professores volta a andar na Câmara
O deputado federal pernambucano Pedro Eugênio/PT sensibilizou-se com a situação dos professores.
O piso salarial do magistério foi o tema colocado na pauta de votação pelo deputado federal Pedro Eugênio na primeira reunião ordinária presidida por ele na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal, esta semana.
Engavetado desde agosto de 2006, o Projeto de Lei nº 7431, que institui o piso salarial do magistério, entrará na pauta da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal, na próxima quarta-feira 19/03.
A iniciativa foi do próprio presidente da Comissão, deputado Pedro Eugênio/PT-PE.
"Trata-se de uma matéria de extrema importância. É uma reivindicação justa e antiga da categoria", enfatizou.
Depois de aprovado na Comissão de Finanças, o Projeto passará apenas pela Comissão de Constituição de Justiça para, então, ser sancionado, não precisando mais ir à Plenário.
O PL cria um piso de R$ 800,00 para professores de nível médio e de R$ 1.100,00 para os de nível superior. Pernambuco tem o mais baixo piso salarial para professores no país: R$ 555,00 em início de carreira, isso já somadas as gratificações de pó de giz e aula atividade, sem as quais o valor cairia para R$ 347,00
Reflexão
POR QUÊ TANTA PERSEGUIÇÃO?
Já não bastava o carrasco Jarbas... e agora chega Eduardo querendo tomar seu lugar... parece que não há fim o sofrimento para o professor pernambucano...se já não bastava o pior salário, agora temos Disque Denúncia, Aula Atividade na escola (como se em casa não fizéssemos nada), um Trilhão de avaliações, etc.
DISQUE-DENÚNCIA É PRA BANDIDO, SENHOR SECRETÁRIO !!!

PS.: a gente não se vende por assinatura de jornal, nem por ingressos para a Paixão de Cristo, afinal o que falta mesmo para o professorado é salário decente que permita ao professor viver com dignidade, sem precisar se escravizar em duas ou três escolas para manter a si e a sua família. DUDU 2010 ? Nunca mais!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Blog Acerto de Contas
Editorial do JC (14 de março/2008)
Do jeito que está, com os responsáveis pela formação desses dirigentes ganhando salários de fome, é difícil imaginar que o Brasil ande no mesmo ritmo daqueles que investiram na educação. Já se sabe que nações emergentes aceleraram o desenvolvimento voltando-se inteiramente para a construção de escolas, melhoria dos equipamentos de ensino e incentivo à educação pelo pagamento de bons salários. Afinal, o entendimento sempre foi que o terceiro milênio seria a era definitiva do conhecimento. Sem esta plataforma, o País estaria condenado a ser periférico, dependente, neocolonizado. Quem levou a sério essa previsão, começa a mostrar que ela era construída sobre uma base sólida. Quem não levou a sério, expõe um quadro como o que acaba de expor o MEC. E hoje, professores das redes públicas de Olinda, Recife, Jaboatão e Cabo devem paralisar suas atividades para pressionar por um piso nacional.
Pela listagem do ministério, em apenas três Estados os salários dos professores estão acima de R$ 2 mil, com o primeiro lugar recebendo R$ 3.371, em Brasília. A média nacional é de R$ 1.369, e isso mostra que estamos perante um problema nacional, para o qual o governo acena com um piso que não sai do papel. Os resultados mais visíveis são esse cenário de miséria a que estão relegados profissionais de quem depende, em tese, o crescimento ou a estagnação de nosso País e o escasseamento de professores. Os jovens estão cada vez mais relutantes em seguir uma carreira que, se no passado foi dignificante por não estar tão profundamente distanciada de outras do serviço público e distinguir-se por formar, inclusive, as gerações de governantes, hoje sequer responde às necessidades de sobrevivência, exigindo dos profissionais que estendam a jornada de trabalho em atividades que estão longe de estimular a melhoria da qualidade pedagógica.
A reportagem Bico ajuda professor a viver escancara um dos mais graves problemas do Brasil e, particularmente, de Pernambuco. Uma situação que abala a credibilidade de todos os governos e não apenas do atual, porque um somatório de muitas administrações, todas sujeitas a momentos de tensão com seguidas greves de professores e queda da qualidade do ensino público. O que surpreende na tabela exposta pelo MEC é a nossa posição em último lugar, quando Pernambuco sempre teve um papel de vanguarda na história do Nordeste. Uma condição que legitima todos os movimentos do professorado no passado e exigirá do atual governador mudar profundamente o que foi montado e preservado por grandes nomes da política regional e nacional, que também administraram o Estado.
Neste primeiro momento, a saída é nacional, fica na dependência da implantação do piso que, aí sim, dará um pouco mais de fôlego a grande parte do professorado. Como a mestra que na reportagem de Margarida Azevedo sustenta cinco filhos e um marido desempregado com a remuneração mensal de R$ 430. Entretanto, dá para perceber que a implantação de um piso de R$ 950 não será suficiente para mudar o cenário educacional brasileiro. Atenua as dores de uma categoria fundamental para o País, mas não se pode dizer que teremos, a partir daí, a inserção do Brasil entre os que se impõem pelo conhecimento, pela ciência e tecnologia.
Mais professores temporários!
História e cultura afro-brasileira e indígena
quinta-feira, 13 de março de 2008
Pernambuco nos trilhos do progresso
Chega de conivência!
nem o grito dos violentos,
dos corruptos, dos desonestos,
dos sem caráter, dos sem ética.
O que mais preocupa é o
silêncio dos bons."
Martin Luther King
Fiscalização só para alguns.
Final do ano passado (2007), por discordar de uma série de procedimentos e evitar mais constrangimentos (a que somos submetidos constantemente) solicitei remoção da Escola Tito Pereira/Aldeia /Camaragibe, para uma outra Unidade Escolar. Como não saiu portaria publicando a remoção fui orientada pela GRE a voltar para a escola, coisa que fiz em fevereiro deste ano, inclusive participando das reuniões para discutir os famosos "5 S" e o planejamento disciplinar anual. Porém ao elaborar o horário que vigoraria em 2008, a direção simplesmente deixou-me de fora, alegando que não sabia que eu estava de volta à casa. Retornei a GRE e a instrução dada foi que eu retornasse a escola e exigisse o meu horário, mais uma vez segui as orientações, porém sem sucesso algum, a direção mandou-me de volta e com um recado, dizendo que não ia mexer no horário, que o pessoal da GRE havia passado na escola e concordado com o que estava estabelecido. Meu nome não consta no livro de ponto e este, sequer posso pegá-lo, até o horário consegui cópia após muito sacrifício, horário este que já foi modificado três vezes.
Fato interessante é que no novo horário constam uma professora recém concursada com aulas de Geografia, uma professora que está adaptada, mas com aulas Educação Ambiental e um professor de Biologia/Ciência ( também com aula de Ambiental) que por sinal, não pode ministrar aulas no Fundamental e Médio por fazer parte do CENTRO que funciona na escola Tito Pereira. Levei o horário fictício à GRE, já fiz diversas queixas, inclusive ontem (12/03) passei a tarde inteira na Secretaria de Educação sendo atendida no final do expediente pelo acessor do Secretário de Educação (Danilo Cabral) e até o momento não há definição sobre a questão.
Estou em peregrinação desde fevereiro e tudo que me dizem é : "Aguarde, tenha paciência professora, vamos resolver".
Sou licenciada em Geografia e minha Especilaização é em Educação Ambiental, enquanto isso os alunos estão sem aulas, indo pra casa mais cedo quase todos os dias por falta de professores, e eu impedida de trabalhar. Saliento que, Educação Ambiental é prática que exerço nesta escola(Tito Pereira) desde 2005, com projetos multidisciplinares vivenciados em aulas de Geografia (tenho tudo documentado). Impressiona-me verificar que tantos desmandos vem ocorrendo nessa escola e as devidas providências não são tomadas. A Escola virou Centro Experimental, os alunos foram colocados para estudar em um galpão improvisado, a comunidade revoltou-se, houve protesto, um companheiro de trabalho foi preso por ordem da direção, a Secretaria de Educação vai à escola, autoriza o retorno dos alunos ao Tito. A direção devolve os alunos ao galpão, insinua a possibilidade de perda de vagas, a comunidade acaba assinando documento aceitando o "novo espaço de ensino-aprendizagem". Outros companheiros também são vítimas da direção e, esta continua poderosa destilando seu veneno sobre àqueles que considera seus opositores, atestando de vez sua falta de ética e descompromisso com a educação.
Como a Semana Santa lembra humilhação, peregrinação, sofrimento mas também persistência, continuo na luta em busca de meu direito ao trabalho.
Acerto de Contas
Vigilância virtual

Profissionais descompromissados atuam em vastos segmentos do serviço público e muitos deles passaram a usufruir de benefícios patrocinados pelos contribuintes exatamente sob as bênçãos de muitos daqueles se insinuam como representantes do povo. Os irresponsáveis e os parasitas que prejudicam o serviço público e não passam de onerosos entraves ao atendimento da população devem mesmo ser devidamente cobrados, mas há métodos e critérios para isso. Se o governo quer monitoras seus servidores, então não convém vigiar apenas um segmento. Ao generalizar um monitoramento sobre os educadores sob a alegação de que este fato irá resultar na melhoria do serviço prestado, o governo acaba encobrindo fatores que não recebem a devida importância. O poder público não assume sua parcela indiscutível como agente fomentador da crise, afinal, quem dirige as políticas públicas e a gestão dos recursos deve também ser responsável por seus resultados.
Os profissionais cumpridores de suas obrigações não terão nenhum problema com monitoramentos, mas o governo não pode gerir a educação pública com o chicote na mão.
A sociedade tem todo o direito de receber um bom atendimento e precisa exercer também a liberdade de cobrar as garantias de qualidade sobre os serviços que o poder público oferece, mas o governo não pode desvirtuar o sentido deste exercício de cidadania para gerar um factóide administrativo. É o que está ocorrendo.
Cobrar e exigir dos professores é necessário considerando o papel social que estes profissionais exercem, mas nós somos peões neste jogo, pois os manobristas não estão nas salas de aula. Monitorar professores é coisa muito simples e o que é simplório e imediatista sempre serve para iludir, pois todos são capazes de perceber aquilo que é superficial. Mas quem monitora os gestores das políticas públicas de ensino? Por lei, 25% da arrecadação estadual deve compor os fundos que financiam a educação e este é um grande volume de verbas - sem considerar também os repasses federais. Mas onde estão estes investimentos quando vemos escolas caídas e os professores mais mal pagos do país? Alguém monitora coisas assim? Quem monitora a necessidade das “parcerias” milionárias realizadas com as impolutas fundações Ayrton Senna e Roberto Marinho que – em tese – participam do desenvolvimento de políticas educacionais em nosso estado?
Vale ressaltar que ano passado Pernambuco recebeu R$ 640.872.929,87 (seiscentos e quarenta milhões, oitocentos e setenta e dois mil, novecentos e vinte e nove reais e oitenta e sete centavos) referentes ao FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Considerando ainda outros recursos próprios que deveriam ser investidos na educação, os professores monitorados não são notados pelo governo na hora de reconhecer a necessidade de possuir uma política salarial para a categoria – e vale ratificar sempre: recebemos o pior salário do Brasil. Resultado: profissionais desmotivados que precisam lecionar em três turnos para continuar tendo uma remuneração precária.
Diante de coisas assim, seria útil monitorar também os discursos vazios e as ilusões de campanhas eleitorais retóricas onde promessas são vendidas como salvações. Seria fundamental também monitorar as intenções e a vontade política dos gestores públicos e mandatários de nossos destinos, que vão se mantendo entre factóides e dissimulações.
quarta-feira, 12 de março de 2008
O SINTEPE se supera
AGENDA / SINTEPE
Pauta: Piso Salarial Profissional Nacional, Profissionalização, e Carreira.
24 de março- Plenária dos Administrativos, às 9 horas, no auditório do Sintepe.
28 de março-Assembléia de Sócios, às 14 horas, para eleger a delegação do Sintepe para a Plenária Estadual e Nacional da CUT.
10.000
segunda-feira, 10 de março de 2008
Ser governo ou não ser - eis a questão!
Bico ajuda professor a viver
Margarida Azevedo

A implantação de um piso salarial nacional, no valor de R$ 950, é uma das chances de melhoria na vida daqueles que passam o dia nas salas de aula.
"Não acredito na implantação desse piso", diz Cardoso, professor de matemática há quase três décadas da Escola Estadual Marcelino Champagnat, localizada em Tejipió, Zona Oeste de Recife. Por mês, ele ganha R$ 1.270. Com os descontos, fica em R$ 964, valor repassado quase integralemnte para a pensão dos filhos. "Uma vez meu ex-sogro me viu aperreado com a falta de dinheiro. Propôs que eu rodasse com o táxi dele. Desde então, não parei mais. Nos horários em que não estou na escola, pego passageiros nas ruas", relata Cardoso. Por dia, o professor-taxista calcula que consegue pelo menos R$ 40, já tirando o gasto com o combustível. "Não penso em deixar de ensinar pois gosto muito da docência. Mas não dá para manter família apenas com o que ganho como professor."
No final do mês, Agnalda tem que escolher quais contas não serão pagas. "Faço um sorteio para decidir quem vai ficar sem receber. Como sempre estou devendo a alguém, meu nome normalmente vai para o SPC", relata Agnalda, que ganha pouco menos de R$ 1 mil. Para completar os dois salários que recebe (é professora da Escola Estadual Nestor Gomes, em Vila Rica), ela dá aulas particulares no intervalo entre um emprego e outro. Também agencia pessoas interessadas em empréstimos, quando ganha um pequeno percentual sobre o valor emprestado. Viúva e mãe de três filhos, mal tem tempo para se alimentar e cuidar da saúde.
domingo, 9 de março de 2008
Enquanto isso no TCE...
Biscate educacional
ONDE ESTÁ A CAMPANHA SALARIAL 2008?

Outros Estados já inciaram a campanha salarial 2008, é só visitar seus sites... mas pelo que li hoje, o SINTEPELEGO parece que vai esperar pelo PISO...
sexta-feira, 7 de março de 2008
O improviso como regra

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Mas não há apenas equívoco por trás destes cálculos, há algo que já é bastante comum: negligência e descaso! É um habitual senso de que o improviso e o vale-tudo são coisas normais e possuem a finalidade de remendar os estragos causados pela imperícia daqueles cujas funções consistem em interferir irresponsavelmente no processo de ensino-aprendizagem. Professores de História, por exemplo, continuarão lecionando Filosofia, Sociologia, Artes para “completar a carga-horária”, prejudicando estas disciplinas e desviando-se da prática de lecionar a disciplina para a qual foram preparados e legitimamente concursados - ou pior, quando muitos professores sequer ensinam suas próprias discplinas de formação e apenas improvisam e "tapam buracos" lecionando outras disciplinas para as quais não foram habilitados.
Se a moda pega, a Secretaria de Saúde acabará fazendo algo semelhante, deslocando ortopedistas para executar cirurgias cardíacas ou odontólogos para realizar exames de próstata! Vale tudo, não é mesmo?
Técnicos ou tecnocratas?
Este raciocínio é útil para retomar um tema que tem sido bastante discutido ultimamente: a mudança da matriz curricular. Na semana passada, a secretária executiva de desenvolvimento da educação, Aída Monteiro, afirmou que “Para definir a matriz, consultamos os técnicos das Gerências Regionais de Educação (GREs) que são a nossa ponte com as escolas”. Pois bem, esta ponte precisa ser reformada, afinal, o serviço de integração não está funcionando bem! Ocorre que a introdução de disciplinas que já faziam parte do conteúdo de outras de forma direta ou por meio dos chamados “temas transversais” demonstra a falta de conhecimento dos próprios técnicos sobre o que se passa nas salas de aula.
Além do mais, criar disciplinas simplesmente por criar é algo muito simples, sobretudo quando não foram desenvolvidos os seus parâmetros, objetivos e conteúdos programáticos. Na prática, a Secretaria de Educação criou nomes de disciplinas e as introduziu no currículo escolar, como foi o caso de Educação, Cidadania e Direitos Humanos, Educação e Trabalho, Educação Ambiental e até mesmo História e Cultura de Pernambuco. São belos nomes, mas - de acordo com o procedimento adotado pela equipe técnica (ou tecnocrata) da SE - são apenas nomes e não disciplinas, pois carecem dos critérios que deveriam ser considerados antes de serem definidas. Onde estão, por exemplo, seus respectivos programas? Em lugar nenhum, pois isto não deve ter sido considerado pelos tão gabaritados técnicos da SE. Quem lecionará estas disciplinas? Certamente professores que não foram devidamente habilitados e acabarão desviados de suas disciplinas de formação (que tiveram cargas-horárias reduzidas) para lecionar as novidades por meio do improviso. E o material didático? Improvisado, claro!
quinta-feira, 6 de março de 2008
DIRETO AO ASSUNTO!
Salários de professores
A HORA É ESSA!
Ainda sobre este governo que se diz investidor da educação, o senhores Eduardo e Cabral” poderiam imitar o governo Lula antecipando para março um reajuste significativo para a nossa categoria. Caso nada seja feito, companheiros, teremos que dar um troco a este sindicato. Braço direito do governo de Pernambuco. Volto a reafirmar: juntos poderemos tirar a corja de picaretas do poder!
QUE SITUAÇÃO DIFÍCIL...

quarta-feira, 5 de março de 2008
Nova instrução da SEE( Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco)
domingo, 2 de março de 2008
Congresso Sintepe
As "irrisórias" taxas cobradas ( R$ 20,00 e 30,00) aos delegados no ato das inscrições, como forma de garantir a participação desses no evento, certamente fará com que o espaço reservado para tal acontecimento esteja superlotado.
Espaço este que, até o momento é surpresa.
Vejam só, com os "elevados salários" que recebemos, ainda seremos obrigados a desembolsar quantias exorbitantes se quisermos nos fazer presentes ao Congresso. Além disso, nada foi informado na Assembléia (18/02/08) nem está divulgado no Boletim Informativo (nº 01, fev.2008).
Se há a cobrança desses valores o Sintepe poderia ao menos permitir a participação de todos os professores ao encontro, e não apenas dos associados, ao passo que esses já contribuem com 1% mensal de seus parcos salários.
Um dúvida: Será que a Carteirinha Funcional de Professor, nos assegurará o desconto de 50% do valor do ingresso? (não riam)...