sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Agressão a professor não é novidade.

A agressão sofrida pelo professor Henrique Virgínio, no último dia 06 de janeiro, é algo absurdo que não deve passar em branco. Em pleno ambiente de trabalho,mais precisamente na sala dos professores, o colega de profissão foi agredido covardemente por um aluno ou seja lá o que for, travestido de aluno. Dizer que a escola é lugar de aprendizagem e não de punição, deixa a nós, professores jogados a própria sorte. No caso específico do professor Henrique Virgínio, o agressor dele é maior de idade, fora da faixa etária para conclusão do ensino médio. Não se trata de uma criança, mas sim de um homem que inconformado com a reprovação, acha que partindo pra agressão física e covarde intimidaria o professor fazendo o mesmo voltar atrás.Retirar o professor da escola não é a solução, pois muda o espaço físico, porém os problemas são os mesmos.Hoje, não se imagina uma escola pública funcionando sem a presença da polícia, que passou a ser chamada de patrulha escolar. Contudo, mesmo com a presença dos policiais, tornou-se comum encontrar automóvel de professor arranhado ou com os pneus furados. Vale salientar que a grande maioria dos professores da rede estadual anda de ônibus, saindo de uma escola para outra, pois o que ganha apenas com um vínculo efetivo é insuficiente para suprir as necessidades.Que a agressão física sofrida pelo professor Henrique Virgínio não fique ipune, mas que sirva de um alerta: Ser agredido na sala dos professore por um aluno é inadmissível!

7 comentários:

  1. Isso mesmo, Paulo.

    A postura da SE foi de uma irresponsável negligência ou ainda pior, foi um exemplo de descaso. Seria decente o anúncio de um posicionamento que desse sinal de preocupação com o caso, contudo, a nota apresenta um teor exatamente oposto a isso.

    A agressão ao professor Henrique Virgínio é uma agressão que também atinge ao conjunto da categoria.

    Fomos duplamente agredidos: pelos golpes do agressor e pela atitude da SE manifestada em nota oficial.

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  2. Casos como estes só aumenta nossa crença de que o professor deveria receber risco de vida. Não demorará muito, teremos de ir trabalhar com coletes a prova de balas.

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  3. Não sei qual agressão é pior, a praticada pelo aluno ou, a ação da inconpetente e omissa SEE/PE.
    Escola não é lugar de punição, exceto para professores. Penso que, o Sintepe poderia encabeçar moção de repúdio contra o vazio pronunciamento da secretaria de educação.

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  4. realmente Albênia, o sintepe como entidade representativa da classe, deveria ao menos encabeçar tal moção. Lembro de um fato que não deixa de ser de agressão, de um juiz que ao discutir com advogados no fórum, manda prender os mesmos http://www.andreyrisuenho.com.br/2009/09/em-discussao-juiz-manda-prender-dois.html .

    Lembro que a OAB entrou com pedido de punição para o tal juiz como podemos ver nessa reportagem do PE360 graus http://migre.me/3vGR6

    Acredito que, as circustâncias não se assemelham, mas os fatos sim. Um profissional foi agredido em pleno exercício do seu ofício e em decorrência dele, não sei mas acho que nesse caso caberia ao jurídico do sintepe representar contra esse aluno tomando por base o Art. 331 do código penal brasileiro que diz: "Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa".

    Mais informações aos colegas podem ser encontradas aqui http://buenoecostanze.adv.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12224&Itemid=81

    Gostei muito da atitude do professor e espero que o sintepe saia da sua inércia e tome uma atitude já que o estado e a secretaria de educação, que deveriam zelar pelo seu servidor, não o faz.

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  5. ajeitando o texto, digo:incompetente.

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  6. Não espere apoio da secretaria de educação, da direção da escola,do sintepe ou da polícia. Quem se preocupa com professor é professor, é quem está na sala de aula. Faça a sua justiça, porque justiça no Brasil não existe.

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  7. Há muito tempo que não temos sindicato, pois o que está aí é qualquer coisa, menos sindicato, pois se assim fosse, defenderia imediatamente o colega agredido...estamos sós há muito tempo...sós e desunidos, infelizmente.

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