sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eleições para direção do SINTEPE - Locais de votação

Clique AQUI  e saiba onde votar ou quando a urna volante estará em sua escola.

As eleições ocorrerão nos dias 18 e 19 deste mês e não esqueça de ter em mãos o seu último contra-cheque para poder votar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Reunião e a Visita do Sintepe

Reunião da Oposição
A Oposição Chapa 2/ Resistência e Luta, reúne-se sábado (15 nov.) às 15 horas na Sede do Simpere.
Contamos com todos que compõem a chapa e demais companheiros que estão na luta e querem
um sindicato livre de verdade, que não tenha medo de contestar Eduardo Campos.

Visita do Sintepe
Visitada pelo Sintepe na escola que trabalho, questionei o presidente desta instituição, acerca do monitoramento ou mehor da vigilância exercida pela SEE sobre os trabalhadores em educação. Perguntei por que o Sintepe não utiliza a mídia para denunciar tal fato.
Para minha surpresa, ouvi ( eu e demais companheiros presentes na sala dos professores) do Sr. presidente que, deveríamos ter muita cautela nessa questão, pois" para a população somos vistos como profissionais que não gostam de trabalhar" dessa forma, divulgar na mídia as medidas do governo poderá ser algo perigoso, além disso, este, segundo as estatísticas tem aprovação do povo, uma vez que, a educaçao foi citado em pesquisa como um dos setores que mais recebe atenção do governo.
Pasmei!
Até porque quem ler o Boletim nº 02 abril/2008 do Sintepe, vai encontar na pauta de reivindicação (II Eixo Educacional, ítem 7) a seguinte expressão: RETIRADA DOS NOMES DOS PROFESSORES (as) E HORÁRIOS DE AULAS DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET.
O governo amplia o ataque aos trabalhadores em educação, além da vigilância "on line" contrata técnicos para atuar como fiscais dentro das unidades de ensino. E o sindicato que se dizia contrário à uma série de arbitrariedades praticadas pelo "pseudo socialista" Eduardo Campos, não atua no sentido de defender a classe dos trabalhadores.
Cadê a luta contra a proliferação das telessalas de Roberto Marinho? E os Centros de Referências (ou melhor, de exclusão) ? E o que dizer das Fundações de Direito Privado aprovada em Assembléia pelos Deputados(as) traídores (as), entre eles(as), Tereza Leitão, alardeada ( mesmo ausente) após debate do dia 11 de novembro pela tropa do Sintepe. E a questão do Sassepe? E o sucateamnete das escolas públicas? Visitei algumas, que nem merecem ser chamadas de escolas.
O Sintepe omite-se e transfere culpas e responsabilidades para a base, dizem que precisamos fortalecer os conselhos, envolver a comunidade nas escolas, levar as discussões para o local de trabalho, enfim, recomenda-nos o que, para nós é rotineiro, como se apenas tais medidas resolvessem o leque de problemas existentes na educação.
Assim companheiros, leiam, avaliem as propostas das duas chapas e tirem as devidas conclusões.
Ah! quanto ao jornalzinho do SINTEPE/CNTE/CUT, no qual aparecem as duas chapas ( a da Situação e a Oposição) certamente o teremos em mãos após as eleições.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Leia a Lei do Piso Nacional



Presidência da RepúblicaCasa CivilSubchefia para Assuntos JurídicosLEI Nº 11.738, DE 16 DE JULHO DE 2008.Mensagem de vetoRegulamenta a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica a que se refere a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.§ 1o O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.§ 2o Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.§ 3o Os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho serão, no mínimo, proporcionais ao valor mencionado no caput deste artigo.§ 4o Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.§ 5o As disposições relativas ao piso salarial de que trata esta Lei serão aplicadas a todas as aposentadorias e pensões dos profissionais do magistério público da educação básica alcançadas pelo art. 7o da Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de 2003, e pela Emenda Constitucional no 47, de 5 de julho de 2005.Art. 3o O valor de que trata o art. 2o desta Lei passará a vigorar a partir de 1o de janeiro de 2008, e sua integralização, como vencimento inicial das Carreiras dos profissionais da educação básica pública, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios será feita de forma progressiva e proporcional, observado o seguinte:I – (VETADO);II – a partir de 1o de janeiro de 2009, acréscimo de 2/3 (dois terços) da diferença entre o valor referido no art. 2o desta Lei, atualizado na forma do art. 5o desta Lei, e o vencimento inicial da Carreira vigente;III – a integralização do valor de que trata o art. 2o desta Lei, atualizado na forma do art. 5o desta Lei, dar-se-á a partir de 1o de janeiro de 2010, com o acréscimo da diferença remanescente.§ 1o A integralização de que trata o caput deste artigo poderá ser antecipada a qualquer tempo pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.§ 2o Até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional nacional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2o desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei.Art. 4o A União deverá complementar, na forma e no limite do disposto no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e em regulamento, a integralização de que trata o art. 3o desta Lei, nos casos em que o ente federativo, a partir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado.§ 1o O ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custos comprovando a necessidade da complementação de que trata o caput deste artigo.§ 2o A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.Art. 5o O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.Art. 6o A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federal.Art. 7o (VETADO)Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 16 de julho de 2008; 187o da Independência e 120o da República.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Postado por Chapa de oposição no SINTEPE às 05:55

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A direção do Sintepe está mentindo


Imaginem que na coluna de domingo (02/10/2008) a coluna do SINTEPE teve a seguinte manchete: "APOSENTADORIA ESPECIAL É GARANTIDA PELO STF"A verdade é que a aposentadoria especial não está garantida já que para requerer aposentadoria:
1 - Professora em regência, diretora de escola, diretora adjunta, coordenação de secretaria, biblioteca, central de tecnologia precisam ter 25 anos de contribuição e 50 anos de idade.
2 - Professor em regência ou nos demais casos acima mencionados precisa ter 30 de contribuição e 55 anos de idade.A matéria da coluna é propaganda enganosa e propaganda enganosa quem faz é a burguesia. Parece que a direção do SINTEPE aprendeu a lição , de tanto defender Eduardo Campos.
Postado por Chapa de oposição no SINTEPE
às 14:37 0 comentários Links para esta postagem
Domingo, 2 de Novembro

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

DEBATE na FAFIRE

Dia 11 de novembro às 14 horas na FAFIRE, debate entre as chapas que concorrem à eleição sindical.
É um momento para conhecer e avaliar as propostas apresentadas pelo Sintepe e pela Chapa de Oposição(2) Resistência e Luta. A presença de cada companheiro de luta é importante, portanto, não deixem de comparecer.

domingo, 2 de novembro de 2008

Reunião Oposição

A Oposição Resistência e Luta reúne-se 5ª feira (06/nov.) às 18 horas na Sede do Simpere (avaliação das atividades desenvolvidas durante a semana / reunião com os mesários).
Sábado (08/ nov.) 15 horas Simpere
Contamos com a participação de todos que compõem a Chapa 2 e demais companheiros que apoiam a Oposição.
Nosso material de divulgação encontra-se na Sede do Simpere.
A camiseta da Chapa 2 , custa R$ 10.00 (está linda!) .

Em campanha

Notinha no Jornal do Commercio de hoje ressaltava que o PSB está mobilizado para ampliar seu espaço parlamantar e o destaque da notícia era exatamente o secretário de educação (e já candidato à Câmara do Deputados!) Danilo Cabral. Segundo a nota, o secretário anda trabalhando por sua ida para Brasília.
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O velho trampolim jamais descansa!

O LADO DE LÁ

Jurandir Liberal,Vicente André Gomes e Josenildo Sinésio
VEREADORES ENVOLVIDOS NO ESCÂNDALO DAS NOTAS FRIAS DA CÂMARA DO RECIFE
Tereza Leitão, Sérgio Leite e Luciano Moura
VOTARAM A FAVOR DO PROJETO DAS FUNDAÇÕES E DO AUMENTO DO VALOR DO DESCONTO DO SASSEPE
André Campos FOI DO PSDB DE FHC E SE ALIOU A DIREITA EM JABOATÃO
Renildo Calheiros e Fernando Ferro
VOTARAM A FAVOR DA PERDA DE DIREITOS TRABALHISTAS
NA CARTA PROGRAMA DA CHAPA 1 ESSES SENHORES SÃO COLOCADOS COMO APOIADORES DESTA CHAPA.
E VOCÊ? APOIA AS NOTAS FRIAS?
APOIA AS FUNDAÇÕES QUE VÃO PRIVATIZAR A EDUCAÇÃO E A SAÚDE?
APOIA A PERDA DE NOSSOS DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS?
PENSE BEM...
VOTE CHAPA 2

( Postado por: resistenciaeluta.blogspot.com )

terça-feira, 28 de outubro de 2008

É um absurdo!!!

A chapa 2, de oposição Resistência e Luta, denuncia em seu blog mais um absurdo e desperdício do dinheiro dos associados ao SINTEPE. Nada menos que NOVENTA MIL REAIS são enviados anualmente para a CUT, esta central sindical que não faz nada pela melhoria das condições de remuneração e trabalho dos educadores de nosso estado. Não denunciaram o falso piso, não reclamam o fato de haver um índice enorme de discentes analfabetos em nosso nível fundamental II(5ª até a 8ª série), implantação das tele-salas que tiram as vagas de muitos docentes em suas escolas. Nós sofremos e a CUT não faz nada além de receber nossas contribuições sindicais. Na atual relação que mantemos com esta central sindical, nos cabe somente obrigações e não direitos e espaços para denunciar a nossa precária situação. Se a CUT não nos privilegia por quê continuarmos alimentando um "peso morto" em nossas costas?
NOVENTA MIL REAIS anuais é dinheiro que poderia ser utilizado de forma mais inteligente e produtiva, como por exemplo denunciar este governo socialista e seu falso piso, as nossas precárias condições de trabalho, onde impera a vigilância e em muitas ocasiões o desrespeito e nada de valorização, como é comum se ver nas propagandas governamentais. Nessas ocasiões não vemos nem a direção do SINTEPE e nem a CUT se manifestarem em contrário. Se não se manifestam contrariamente ao que é falsamente anunciado como vitória é porque comungam com tudo.Quem é professor e trabalha nas unidades públicas de ensino sabe que não obtivemos ganhos novos, ao contrário incorporamos gratificações já conseguidas em governos anteriores quando o estado ainda nem recebia os milhões do FUNDEB como ocorre no atual governo. Fica a indagação: a CUT merece receber anualmente de nossos bolsos NOVENTA MIL REAIS?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A Corda

A corda


A corda sempre quebra no lado mais fraco!
Cresci ouvindo estas palavras de meus pais.
Mas, é hora de acordar meu povo!
E mostrar toda a nossa indignação diante desta violência sem fim.
Como pode um trabalhador sair para a sua jornada sem a certeza da volta?
Hoje vivemos num Estado de medo generalizado.
Acorda enquanto há tempo!
É preciso dar um basta neste caos social.
Eu quero poder exercer meu direito de ir e vir, sem ter de olhar para os lados o tempo todo.
Eu não tenho que temer o próximo nem ele a mim.
Porém o que vivemos hoje é todo mundo tendo medo de todo mundo.
É fácil viver num palácio cercado pelo Batalhão de Choque.
É maravilhoso andar em carro blindado pelas ruas e gastar gasolina paga com dinheiro de nossos impostos.
Acorda minha gente, pois a corda aperta cada vez mais!
Se sozinhos somos fracos, juntos seremos fortes,
E é esta força que temos de buscar e cobrarmos soluções.
Chega de ficarmos acuados e presos em nossos lares.
Uma prisão imposta por um poder paralelo, onde o número de prisioneiros cresce a cada dia.



Paulo Vasconcelos

Reducionismo barato

No site do PCdoB (partido da base do governo Eduardo Campos), o processo eleitoral pela direção do Sintepe está resumido a partir desta frase simplória: "CSC enfrenta PSOL e PSTU na eleição do Sintepe".
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CSC é a Corrente Sindical Classista, braço sindical-governista do PCdoB. Pelo visto, para os grupos situacionistas, a atual disputa eleitoral pela direção de nosso sindicato não passa de uma mera disputa partidária em torno de uma entidade representativa. O que não é evidenciado pela notícia do site do PCdoB é que a predominante maioria dos integrantes da chapa de oposição NÃO POSSUEM FILIAÇÃO PARTIDÁRIA! Mas resumir a chapa oposicionista a um mero aglomerado de militantes do PSTU e PSOL obscurece a evidência de que a chapa, na verdade, representa uma corrente de insatisfação legítima contra a condução que tem marcado a direção do Sintepe. E a insatisfação não é coisa oportunista, é um fato consumado.
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Se a partidarização ressaltada pela manchete do site "Vermelho" (portal do PCdoB) é uma questão central, então cabe também a ressalva: a chapa situacionista tem vínculos tão próximos ao Palácio que os discursos e relações entre governo e direção sindical já não são nenhuma novidade para a categoria.
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O discurso, pelo visto, começou mal.
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A propósito, onde anda a chapa da situação? Quais suas propostas continuístas?
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A referida matéria do site do PCdoB está no link abaixo:  

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Por falar em Eduardo Campos e Educação

Por Amanda Tavares
Publicado originalmente no Blog de Jamildo
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No último sábado, na aula inaugural dos cursos de especialização e atualização para professores da Rede Estadual de Pernambuco, cerca de 3 mil professores aplaudiram, de pé, o governador Eduardo Campos. A saudação positiva veio logo após o governador recordar a tal “herança maldita” deixada, segundo ele, pelo governo Jarbas/Mendonça.
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A reação dos docentes perante a atitude do governador causou estranheza em quem não estava presente no local, mas soube da notícia. E não era para menos. Há pouco mais de um ano, os docentes encerravam uma greve de quase dois meses insatisfeitos, reclamando, entre outras coisas, das condições precárias de trabalho, por receberem o pior salário do Brasil e por sentirem falta de capacitações. Estariam, agora, em paz com o governo?
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O fato é que a categoria está acostumada, há anos, a ouvir promessas em época de campanha eleitoral e, entra governo, sai governo, a história se repete: verbas da educação desviadas, escolas em situações cada vez mais precárias, professores mal remunerados e todo o blá blá blá que a população já conhece.
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Antes da fala de Eduardo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), Heleno Araújo, rendeu elogios ao governo. “Na gestão anterior, nunca conseguimos dialogar. Do ano passado até agora, Eduardo Campos já nos recebeu por duas vezes”, salientou, tocando, em seguida, no assunto dos salários. “A antecipação do Piso Salarial foi um avanço. Os professores de nível médio lucraram muito, pois seus salários estavam bem defasados. Falta, agora, negociar algo melhor para os docentes que têm licenciatura plena”, cobrou.
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Em resposta ao sindicalista, o secretário de Educação, Danilo Cabral, citou ações como as reformas das unidades de ensino, a distribuição de fardamento e material didático para os alunos, os programas de capacitação de professores e a antecipação do piso. “Reconhecemos que não resolvemos o problema. Mas 1 ano e 8 meses é muito pouco. Aliás, os quatro anos da gestão podem não ser suficientes”, declarou, politicamente.
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Ciente de que a recepção dos professores poderia não ser das melhores, o governador preparou-se bem. Seu discurso, realmente, foi considerado apropriado para o momento. Tocou no ego do professorado quando disse que “a primeira coisa que destruíram não foi a estrutura das escolas e sim a autoestima dos educadores”. Também destacou que “nem um engenheiro, nem um advogado, nem qualquer profissional tem a habilidade de formar um cidadão como um professor.”

Além de render todos os elogios possíveis aos docentes, o governador prometeu cuidar ainda mais da educação. E lembrou algumas visitas feitas às escolas. “Em muitas, vi que as mães deixavam seus filhos sem a segurança de que, quando eles entrassem ali, estariam sendo preparados para o futuro”, destacou. “Mas agora já vejo alguns olhos voltarem a brilhar”, afirmou, emocionado.
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Diante do que foi ouvido, a reação dos professores era previsível. O discurso foi digno de aplausos. O que não quer dizer, porém, que a gestão também será. Até agora, as intenções parecem ser boas, mas a avaliação do governo pela categoria está em curso. Não nascemos ontem e, como já foi dito aqui, palavras bonitas, ouvimos freqüentemente. Já há bastante tempo.
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PS: Amanda tavares é jornalista e professora

Panfleto da Chapa 2 - Resistência e Luta

Clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

BLOG OFICIAL DA CHAPA 2



Conheçam o blog oficial da chapa Resistência e Luta, a oposição que enfrenta o continuísmo desgastado que insiste em se manter na direção do Sintepe. O blog da Chapa 2 traz notícias atualizadas sobre a atuação e campanha e vale a pena ser constantemente consultado. 
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O endereço é este:
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Visite e divulgue!

domingo, 19 de outubro de 2008

Seminário

Em 16 de outubro (2008) por conta da cobrança feita pela profª Ana Lins, o SINTEPE promoveu em sua sede um seminário para discutir as questões das Fundações de Direito Privado e a Lei que regulamenta o funcionamento das Escolas de Referência.
Na abertura feita pelo presidente (Heleno), o mesmo chega a dizer que as pessoas estão discutindo o problema sem saber que existe uma Lei.
Ora, tal afirmação subestima a capacidade de pensar da categoria. Ninguém é tão ingênuo a ponto de pensar que toda essa "arrumação" estaria acontecendo sem estar presa a uma lei. Além disso as leis também estão sujeitas a contestação, ou não?
Questionado sobre as perseguições que estão ocorrendo contra os educadores nas escolas e outros pontos que aflingem a categoria, e que foram citados no semináio, a direção do Sintepe encarregou-se de transferir responsabilidades para os Conselhos Escolares, o Grupo de Oposição e toda a base da categoria. Não riam, nem pasmem, foi isto mesmo.
Segundo o Sintepe, a base precisa lutar, fortalecer os conselhos escolares pois o sindicato" somos nós". A Oposição também foi acusada pelo Sindicato, segundo esta instituição, o grupo só luta em época de campanha.
O SINTEPE está insento de culpas. Não sabia sobre a Lei Complementar nº 125, de 10 de julho de 2008 que cria o Programa de Educação Integral, nem sobre a Lei Complementar nº 126, de 29 de agosto de 2008 que estabelece critérios para a criação de Fundações Estatais (acreditem se quiser). Disseram que, quando o Governo quer aprovar uma lei faz tudo muito rápido na calada da noite. Porém "esqueceram" de dizer que Tereza Leitão ( ex-Sintepe e eleita com o voto dos trabalhadores em educação) e demais deputados traíram a categoria votando no projeto do governo que privatiza os setores de Educação e Saúde.
Se realmente o Sindicato "não sabia"de toda essa articulação porque então não denunciou através da mídia as manobras de Eduardo Campos como alardeou o Piso em outdoors espalhados em pontos estratégicos e no horário nobre Global?
Quanto ao posicionamento da base é bom lembrar aos esquecidos do Sintepe que, quem segurou a greve ano passado foi a base da categoria, e que o grupo de Oposição sempre foi atuante, é de luta sim, e não tem receios em enfrentar o Governo.
Aliás, quem luta em períodos sazonais é o Sintepe que aparece nas escolas de tempos em tempos e realiza assembléias quando lhe é conveniente, relato por sinal feito pelos profissionais das escolas em que o grupo de Oposição tem visitado.
Mas, o ataque do Sintepe contra à Oposição era esperado. Não deve ser gostosa a ameaça de perder-se reinado perpétuo.

DEZ PERGUNTAS INSTIGANTES

por José Ricardo de Souza*
1. Por que no último 16 de outubro, enquanto vários sindicatos no Brasil mobilizaram-se e paralizaram as escolas por um dia, o SINTEPE limitou-se a fazer uma panfletagem como se isso fosse o suficiente para garantir o piso ?

2. Por que o governo estadual e a SEDUC em vez de contratarem técnicos em gestão, para vigiarem e cobrarem dos professores, não contratam técnicos com formação pedagógica para auxiliar os professores no cotidiano escolar ?

3. Por que tanta pressão e terrorismo contra os professores no que se refere a apresentação de estatísticas sobre notas, frequência, etc. ?

4. Como será o processo de escolha dos novos gestores das unidades de ensino, será que haverá eleições ou será por indicação das GREs e da SEDUC ?

5. Como fica a situação dos professores, e não são poucos, que tem dois contratos, e trabalham em escolas que serão em tempo integral no próximo ano ? E dos alunos que não se enquadram nas escolas de referência ?

6. O que é verdade e o que não é sobre o pretenso 14° salário ?

7. Por que o SINTEPE não tem divulgado nas escolas o processo eleitoral para a escolha da diretoria ?

8. Por que nem todos os professores do Estado foram contemplados para fazer a pós-graduação ? Que critérios foram usados para selecionar os professores ?

9. Por que este ano o Governo não fez o Rumo ao Futuro (antigo Rumo à Universidade) ?

10. Quem é o professor do Estado, sindicalizado, que está por dentro do processo, que participa das assembléias, que não é massa de manobra, que vai ter CORAGEM de votar na chapa da atual diretoria que representa os interesses de Eduardo Campos e Danilo Cabral, e não os dos professores e educadores da rede ?

* O autor é historiador, professor da rede pública estadual de ensino, escritor; membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista.

sábado, 18 de outubro de 2008

CHAPA 2

CHAPA 2 RESISTÊNCIA e LUTA
UMA ALTERNATIVA PARA MUDAR O SINTEPE
DIAS 18 e 19 DE NOVEMBRO
VOTE CHAPA 2
CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO
ABAIXO AS FUNDAÇÕES DE DIREITO PRIVADO
CONTRA AS PERSEGUIÇÕES AOS EDUCADORES NAS ESCOLAS
PELO PISO SALARIAL DO DIEESE PARA 20 hora/aula (R$ 2178,00)
POR UM SINDICATO INDEPENDENTE DE VERDADE

CONTATOS:
Dácio Cruz 9994-4199
Juarez Ribeiro 9295-5716
Ana Lins 8746-8784
Verônica 8870-2105
Albênia 9213-6271 (albeniass@yahoo.com.br)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pare e reflita

Como entender uma "valorização" profissional onde se privilegia a vigilância cotidiana e a manutenção dos baixos rendimentos no exercício do magistério?
O atual governo de Pernambuco opta em direcionar os gastos com a educação em nosso estado contratando técnicos em gestão educacional em vez de técnicos de apoio pedagógico. Afinal o que se pretende é a melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas ou a perseguição à uma categoria mal dirigida, visto a inoperancia de nosso atual sintepe, mas que ainda teima em mostrar que está bem viva?( aludo a grandiosa greve de 2007 quando nós professores do estado peitamos o governo "socialista"e seguramos uma paralisação de dois meses)
Desvalorizados, temos como nossa única alternativa para a sobrevivência a RESISTÊNCIA E LUTA diante de uma conjuntura que se apresenta contrária aos nossos interesses. Nossa categoria tem condição e deve reivindicar melhor tratamento, mais respeito. Chega de enganação e promessas de vitórias vazias. São anos de perdas que podem ser reparadas se resistirmos e lutarmos juntos por um sindicato atuante e que esteja ao nosso lado mesmo e não à serviço de interesses pessoais ou de pequenos grupos.
Os trabalhadores em educação de Pernambuco possuem o maior sindicato do estado, logo, tais trabalhadores não podem sofrer o que sofrem, perder a cada ano mais e mais direitos. A história do Sintepe dos últimos dez anos é uma história de perdas. Profissionais que recebiam mais de cinco mínimos, hoje recebem quase um mínimo e meio. O que nós fizemos para acumularmos tamanhas perdas?
Agora é a hora. É chegado o momento. Temos condições de reverter este quadro, resistindo e lutando. Precisamos nos dar esta chance de mudança ou pagaremos muito caro: Perdemos o abono professor, não recebemos o piso, somos cotidianamente vigiados e cobrados, recebemos os piores salários a nível nacional, trabalhamos nas piores condições possíveis em nossas unidades de ensino. Nos falta tudo: condições de trabalho e valorização profissional.
O que você pretende se dar de presente Professor, quando tudo se mostra contrário aos seus interesses ?
Pare e reflita pois precisamos construir algo de muito novo na relação com os nossos opositores e mostrar que estamos prontos para reagir e lutar: RESISTÊNCIA E LUTA , eis a nossa meta!!!

Apesar de tudo, feliz dia do professor!

Celular na sala de aula

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ser professor não é escolha, é decisão.

SER PROFESSOR NÃO É ESCOLHA, É DECISÃO.


Eu não escolhi ser professor!
Pois não é uma questão de escolha,
É apenas uma decisão.
E acredito na atitude tomada,
Mesmo com toda a dureza da jornada.
Ensinar é uma mistura de vício, dom e paixão.
É uma troca constante de aprendizado,
Que vai além de um recinto fechado.
Ser professor exige uma visão ampla,
Pois o trabalho ultrapassa as paredes da sala de aula.
Às vezes, somos pais, médicos ou psicólogos.
E em alguns casos, somos detetives ou policiais.
Investigadores de uma violência escolar que veio para ficar.
Não somos escoteiros, mas estamos sempre alerta!
Infelizmente, o professor não é valorizado.
Está perdendo espaço no mundo globalizado.
Quando se quer culpar alguém pela falência do sistema,
Imediatamente o professor é lembrado!


Paulo Vasconcelos

sábado, 11 de outubro de 2008

Absurdo: 10 minutos de intervalo como aula-atividade

O governo José Serra (PSDB-SP) decidiu contabilizar como horário para preparação de aulas e correção de provas os intervalos de dez minutos entre as aulas na rede estadual. 
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A medida foi tomada para ajustar a rede à lei federal sancionada em julho, que determinou que docentes do ensino básico devem ficar 33,3% da jornada em atividades extra-aula.
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Como em São Paulo o percentual era de apenas 17,5%, o Estado, num primeiro momento, protestou contra a lei, pois a mudança significaria gasto adicional alegado de R$ 1,4 bilhão (10% do Orçamento da área), que, de acordo com o governo, seria necessário para a contratação de educadores para cobrir a maior carga horária dos docentes fora da aulas.
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O Estado afirmou que refez a interpretação da lei porque o Ministério da Educação ainda não deu uma posição oficial sobre o assunto. A assessoria do MEC, porém, declarou que ainda aguarda um pedido oficial de esclarecimentos por parte dos secretários de Educação. Sobre o mecanismo adotado por São Paulo, não emitiu opinião, isto é, o MEC foi omisso!
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O governo tucano de São Paulo, além do tucanato do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, lideram os protestos "oficiais" contra a lei do piso salarial.
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Durante esta semana, o senador Cristóvam Buarque criticou a medida do governo paulista em relação à carga-horária dos professores, qualificando a adoção da contabilização dos 10 minutos de aula-atividade como uma farsa, além de questionar: "Como uma professor vai corrigir provas e preparar aulas em dez minutos? Esse período é para ele tomar água e ir ao banheiro!"
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Coisas absurdas como estas atestam o fato de que os governos no Brasil não encaram com a devida seriedade a educação dos cidadãos.  E estas medidas patéticas, dentre várias outras razões, também servem para demonstrar o porquê da falta de interesse pelos cursos de formação de professores por parte dos vestibulandos - o que você pode constatar na postagem abaixo. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Evidência da desvalorização profissional dos professores

Todos vestibulandos aguardam a listagem que contém a relação entre candidatos por vagas no vestibular das universidades federais. Nós também podemos aguardar a lista para constatar algo evidente: nossa profissão atrai, por motivos óbvios, cada vez menos interessados. Os cursos de formação de professores, sobretudo das ciências exatas, figuram nas últimas colocações de concorrência para o vestibular deste ano (clique aqui e confira). 
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Os jovens vestibulandos estão cada vez menos interessados em seguir carreira na educação, pois sabem que seus futuros não serão promissores. Avaliando a situação friamente, podemos considerar que eles estão certos, afinal, se o Poder Público abandona e desprestigia a educação e seus profissionais, por que a opção por prestar vestibular para ingressar na carreira seria algo interessante?
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Este quadro atesta que a própria continuidade da profissão corre sério risco. No futuro, teremos menos professores. A ruína de nossa educação de hoje ameaça também a educação dos anos que virão! Há quem diga que o Brasil é o "país do futuro"!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A resposta da SEE

Em resposta a matéria publicada dia 27/09/2008, na Folha de Pernambuco (Cartas) e por mim assinada, na qual questiono os feitos de Eduardo Campos no setor de Educação e os 72% de aprovação popular apontados pelo Instituto Exatta, a SEE através da Assesoria de Comunicação (30/092008) diz que, o resultado da pesquisa reflete o conjunto de ações desenvolvidas pelo governo que vão desde capacitações aos profissionais às melhores condições de trabalho e remunerações. As dúvidas ficam no ar. Qual o universo da pesquisa?
Quem realmente pode avaliar os "avanços" na educação são os profissionais que enfrentam sala de aula, convivendo com baixos salários, vítimas de assédio moral, agressões físicas e verbais entre tantas outras inconveniências. Além do mais, tudo é relativo.
Vladimir Putin (1º ministro russo) é conhecido por vingar-se de todos que à ele opõem-se, inclusive é acusado de mandar envenenar um ex-agente da KGB, mesmo assim, é aprovado por 70% da população.
Será mesmo que o povo sempre escolhe o melhor???

sábado, 4 de outubro de 2008

Novo blog no ar

Buscando aproveitar a internet como ferramenta didática, coloquei no ar nestes últimos dias um blog com o objetivo de realizar um vínculo digital com os alunos e servir como plataforma para divulgação de minha disciplina (História) e instrumento que pode ser útil para minha prática também no universo digital.
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Nesta chamada "Era Digital", apesar da insuficiente democratização da informática, professores devem também recorrer aos instrumentos computacionais - incluindo internet - para ampliar o aprendizado de sus alunos e de outros que eventuamente recorrerão ao que for elaborado. 
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De qualquer forma, eis aí o site: www.historiablog.wordpress.com 
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A Morte da professora.

A MORTE DA PROFESSORA (Para Norma Brito)


Eu não conheci Norma Brito.
Nunca soube nada a seu respeito.
A única coisa que nos aproximava, era o magistério.
Se ensinar é um vício, quero morrer viciado.
Mas não quero ter minha vida interrompida,
Sem uma explicação, como se morrer fosse algo banal.
Norma Brito partiu, mais uma vida que se foi!
Até quando agüentaremos esta situação?
Somos prisioneiros de uma cadeia sem grades.
Presos em nossa inércia, espectadores de filme de terror.
Porém, um terror real que nos apavora!
Mata-se por motivo fútil, pelo prazer de matar.
Estamos vivendo numa terra de bandidos,
Sem mocinhos e sem heróis para nos defender!
Não podemos deixar a idéia do cada um por si, prevaleça.
É hora de parar de olhar o umbigo e levantar a cabeça.
Enfrentar o problema de frente e não se omitir!
A morte da professora, não pode ser esquecida.
Ela teve a vida ceifada, seus sonhos interrompidos.
Ficou uma família enlutada, de mãos atadas,
E um triste vazio...



Paulo Vasconcelos

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Resultado de enquete

Como é possível notar acima, o resultado de nossa enquete sobre a atuação da direção do SINTEPE em relação ao piso não foi positivamente avaliada. Isto ficou ainda mais evidente este mês, quando recebemos nossos salários. Tanto o SINTEPE quanto o governo estão saindo desse episódio desmascarados, afinal, a ilusão acabou sendo efetivada como aquilo que é - uma ilusão!
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Clique aqui e aqui para entender melhor como todo o falatório sobre o piso em Pernambuco foi mera conversa mole!

Cadê os vales???

Os trabalhadores em educação que recebem vale-transporte, mais uma vez ficarão " a ver navios", pois os mesmos só chegarão às escolas na próxima semana, após as eleições. Enquanto isso, precisaremos desembolsar o valor integral da passagem. Saliento que o vale não é favor algum, pagamos por ele.O Sintepe diz que "sem vale, não há trabalho". Pergunto: Que garantia teremos se assim procedermos, ou seja, se esperarmos pelo vale para ir trabalhar?
Algumas escolas não funcionam como zonas eleitorais, dessa forma, serão quatro dias trabalhados com passagem paga integralmente além disso, alguns trabalhadores utilizam mais que um transporte coletivo para chegar até o local de trabalho.
Aos poucos perdemos direitos e respeito. Somos fiscalizados por pessoas que desconhecem a realidade de uma sala de aula, há uma onda de terrorismo e ameaças pairando nas escolas. As direções enlouquecem, sabem que suas cabeças podem rolar caso não cumpram as metas impostas pelo governo.
A SEE pressiona as GREs que, transferem o acocho para as Gestoras (res) das escolas, estas, por sua vez, descarregam nos professores que acabam sendo responsabilizados e penalizados por todo o caos instalado na educação, inclusive obrigados a enfrentar críticas severas da população e da mídia.Por que a categoria não reclama? Por que aceitamos tantos abusos de forma passiva e até humilhante?
Nós, trabalhadores em educação, parece que não enxergamos a força que temos.

CHAPA 2 - RESISTÊNCIA E LUTA


COMPOSIÇÃO DA CHAPA :
  • Presidente: Dácio da Cruz Filho
  • Vice-presidente: Juarez Ribeiro Filho (MOPROPE)
  • Secretaria Geral: Ana Lins de Siqueira Gomes / Jadilson de Oliveira Silva
  • Secrataria de Finanças: Maria de Lourdes Florentino da Silva / Marcos Fernando de Oliveira Pinheiro
  • Sec. de Formação Política e Sindical: José Mariano de Macedo / Adriana Abreu de Albuquerque
  • Sec. para Assuntos dos Aposentados: Cícera da Silva / Esdras Costa Lacerda de Pontes
  • Sec. para Assuntos Educacionais: Alcir Cícero Lins / Maria de Fátima de Oliveira Silva
  • Sec. de Filiação e Patrimônio: Vaneide Maria de Queiroz / Agamenon Leite Simões
  • Sec.  para Assuntos Municipais: Edgar Severino dos Santos / Carlos Roberto Tomaz
  • Sec.  de Comunicação: Maria Albênia de Souza e Silva / Luiz Carlos Alves Ribeiro
  • Sec. para Assuntos do Interior: Jerônimo Adelino Pereira Cisneiros Galvão / Djalma Rufino da Silva Filho
  • Sec. de Políticas Sociais: Geraldo Luiz dos Santos / Ivone Alves Sátiro
  • Sec. para Assuntos Jurídicos e de Legislação: Eliseu Gomes da Silva / Raul Eudes Pereira Lopes
  • Sec. para Assuntos de Gênero: Verônica Maria de Amorim / Gildecy Marques da Silva
  • Suplentes: Ana Célia Carneiro Leão, Rogério Luiz Reis da Silva, Roberto Angelo da Silva Barboza, Valdemilson Odorico da Silva, Izaac José dos Santos

REFLEXÃO SOBRE AS ELEIÇÕES EM PAULISTA-PE

*por José Ricardo de Souza

As eleições municipais se aproximam e como não poderia deixar de ser desenha-se o mesmo cenário de eleições passadas: centenas de candidatos literalmente caçando seu voto. Em Paulista-PE, são 6 candidatos a prefeito e 263 disputam as 14 vagas da Casa de Torres Galvão, nome oficial de nossa Câmara Municipal, que deverão ser escolhidos por 181.734 eleitores (92.528 da Zona 12 e 89.206 da Zona 146). Como não poderia deixar de ser, nesse universo de candidatos você encontra de tudo: de empresário a dono de boteco, de “doutor” a semi-analfabeto, de liderança a oportunista, etc. O que faz tanta gente ser candidato ? Servir à comunidade, ao povo que o elegeu ? Certamente não, pois vejam os exemplos daqueles que ocuparam a Câmara Municipal e praticamente nada fizeram em benefício da população. Muito pelo contrário, o que se viu foi uma enxurrada de denúncias que versavam desde sobre contratação ilegal de funcionários até a má gestão de dinheiro público (veja a listagem do Tribunal de Contas do Estado, só em Paulista, 25 pessoas foram citadas).
O Ministério Público local bem que tentou impedir que políticos citados na lista do TCE tivessem suas candidaturas impugnadas, mas infelizmente o Tribunal Superior Eleitoral permitiu que políticos com “ficha suja” disputem as eleições em todo o país, o que é lamentável. Veja o seguinte: se você for aprovado num concurso público e tiver “ficha suja” você não pode ser nomeado, mas políticos corruptos podem disputar a eleição! Na prática, político acaba levando vantagem antes mesmo de ser eleito, embora a própria palavra candidato venha do latim candidatu que significa cândido, puro, sem máculas...
Em tempos eleitorais aparecem soluções para todos os problemas da cidade: é fulano prometendo isso, é cicrano falando que vai fazer aquilo, é beltrano dizendo que vai tirar as criancinhas da rua e os jovens da marginalidade e por aí vai... Quem não tem o que dizer, não tem propostas concretas (tem candidato que não sabe nem o que é um poder legislativo municipal) fica metendo o pau nos outros candidatos, e ele, é claro, se fazendo de bonzinho. E o pior que essa politicagem está em toda parte, até onde não deveria, como por exemplo dentro das escolas, postos de saúde e das igrejas. Tem muito candidato querendo conquistar (quer dizer, enganar) o eleitor pela sua fé. E tem muito eleitor ingênuo que ainda caí nessa velhíssima cilada de votar em fulano porque fulano todo domingo vai na Igreja...
Eleição é coisa séria e com seriedade tem que ser tratada. Votar por votar, apenas como uma obrigação, ou para ganhar 10 ou 20 reais na “boca de urna” (o que é terminantemente proibido pela legislação) é uma pena, pois acaba elegendo os piores em vez dos melhores para governar a cidade e elaborar suas leis. Quatro anos é muito tempo para convivermos com políticos desonestos e interesseiros que só pensam em enriquecer e privilegiar amigos e conhecidos. Vamos pensar bem antes de digitar nosso voto. Conhecer bem seu candidato, seu passado, e suas propostas. E se ele for eleito, cobrar que ele cumpra seus compromissos de campanha. Afinal, eleitor consciente é eleitor inteligente, que sabe que o seu voto pode contribuir para melhorar ou piorar sua cidade, dependendo de quem ele escolher para legislar nos próximos quatro anos. Pense nisso e boa eleição.

* O autor é historiador, professor da rede pública estadual de ensino, escritor; membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ELEIÇÕES 2008 - Os Tipos de Eleitores

ELEITOR TATU
Aquele que enfia a cabeça em sua vidinha particular e não quer saber de política. Ele acaba elegendo "picaretas" por não ouvir informações sobre os candidatos.
ELEITOR FORMIGA
Aquele que se deixa seduzir por um aperto de mão, um jantar, etc.
ELEITOR CORUJA
Aquele que fica sempre pendurado no mesmo candidato, sem perguntar o que ele fez e faz, votando por hábito e não por convicção.
ELEITOR PAPAGAIO
Aquele que repete o que ouviu no rádio ou na TV, sem ter opinião própria, caindo fácil na conversa do candidato.
ELEITOR CASCAVEL
Aquele que tem raiva dos políticos e da política. Acha que todos são ladrões, xinga todo mundo e acaba votando no escuro, na sorte.
ELEITOR PIRANHA
Aquele que, com raiva ou indiferença, anula ou deixa em branco o voto.
ELEITOR GALINHA
Aquele que vota em candidatos famosos e que prometem tudo. É só prometer o milho que já vai votando.
ELEITOR CIDADÃO
Aquele que vota com inteligência, procura se informar sobre o passado e os compromissos do candidato. Esse eleitor pensa sobretudo na coletividade e sabe que o seu voto pode mudar o Brasil

ELEIÇÕES 2008 - EM QUEM NÃO DEVEMOS VOTAR

1. Em candidatos envolvidos com atos de corrupção que foram responsabilizados por órgãos da Justiça ou pelo Tribunal de Contas da União ou do Estado, por desvio de dinheiro público;
2. Em candidatos que tiveram seu mandato cassado ou renunciaram, em tempo hábil, por temor de cassação;
3. Em candidatos que há muito tempo estão no poder e pouco ou nada fizeram em favor do povo;
4. Em candidatos que, reconhecidamente, em detrimento do bem comum, defendem os interesses de empresas e grupo;
5. Em candidatos envolvidos com tráfico de drogas, grupos de extermínio, assassinatos e outros crimes contra a paz e a justiça social;
6. Em candidatos que promovem violência contra os trabalhadores do campo, não respeitando os direitos adquiridos e explorando o trabalho infantil;
7. Em candidatos envolvidos na exploração sexual de crianças e adolescentes;
8. Em candidatos que, fazendo gastos excessivos na campanha, procuram subornar os eleitores, através da compra de votos;
9. Em candidatos que, diretamente ou por meio de seus aliados, perseguem funcionários públicos federais, estaduais e municipais, mediante ameaças de demissão ou transferências punitivas;
10. Em candidatos que evidenciam a prática do enriquecimento ilícito, em razão do rápido aumento de seu patrimônio financeiro.

ELEIÇÕES 2008 - QUEM MERECE SEU VOTO

1. Os candidatos que defendem a dignidade da vida humana, como valor primordial, em qualquer situação;
2. Os candidatos que, por sua história de vida e por sua prática política, estão comprometidos com a justiça social;
3. Os candidatos que trabalham honestamente pelo bem do povo, por cujo passado têm um crédito de confiança do eleitor;
4. Os candidatos que têm vida reconhecidamente honesta e, em sua prática política, fazem alianças com lideranças que respeitam o povo;
5. Os candidatos que têm presença na vida da comunidade e, portanto, não aparecem apenas para pedir voto, no período da campanha eleitoral;
6. Os candidatos que apresentam um patrimônio compatível com sua atividade profissional e com a remuneração recebida no exercício de sua função executiva ou legislativa;
7. Os candidatos que respeitam a liberdade partidária e não fazem campanha ofensiva contra os outros candidatos que pleiteiam os mesmos cargos, mediante o voto;
8. Os candidatos que demonstram sensibilidade e solidariedade concretas, em face das necessidades básicas da população, propondo um programa de ação adequado à realidade;
9. Os candidatos que têm compromisso com a causa dos trabalhadores rurais e urbanos;
10. Os candidatos a vereador que não prometem benefícios que são da competência do Poder Executivo.

30.000

Sobrevivemos aos 30.000 acessos!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Procurar o Sintepe?!

Clique na imagem para ampliar
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A última nota do Sintepe nos jornais não apresenta nenhuma novidade - as notas do Sintepe estão cada vez mais repetitivas -, porém algo merece atenção: a direção do Sintepe manifestou interesse por aqueles que receberam acréscimos inferiores a 5% em seus salários, apesar do tão sonhado piso salarial! A nota informa que aqueles que ficaram nesta situação devem procurar entrar em contato com sindicato. Uma pergunta simples: procurar o sindicato para quê? 
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O Sintepe funcionará neste caso como um balcão de informações que poderia muito bem ser um serviço da própria Secretaria de Educação e ninguém sairá desta consulta satisfeito. A direção do Sintepe não irá explicar, por exemplo, que a implantação antecipada do piso salarial em Pernambuco é uma medida limitada, pois apenas antecipou em qutro meses algo que seria inevitável. E mais: os sindicalistas do Sintepe não irão deixar claros os motivos que os levaram a adotar uma ação que mais confundia do que esclarecia a categoria em torno do pagamento do piso em Pernambuco.
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Curioso o fato de que só agora a direção do Sintepe esteja atenta ao fato de que o parco piso salarial não seria um benefício para todo mundo!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A MONTANHA PARIU UM RATO!

Esta expressão portuguesa empregada como título desta postagem serve para ilustrar ironicamente uma situação segundo a qual um feito precedido por muito alarde resulta em algo pífio. 

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O governo estadual anunciou que Pernambuco seria o primeiro estado brasileiro a pagar integralmente – e antecipado - o piso salarial para seus professores. O secretário de educação chegou a dizer que a suposta antecipação do piso salarial era “uma ação estratégica que tira Pernambuco do estigma de pagar o pior salário do Brasil. Somos um Estado que busca, dentro de um conjunto de ações, motivar o profissional da educação”. O discurso até que é bonito e a direção do SINTEPE também concorda – e até “assina em baixo” -, porém o discurso não é absolutamente verdadeiro e muitas pessoas - inclusive a imprensa - caíram no conto do vigário. 

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De acordo com a lei federal que instituiu o piso salarial do magistério público, até 2010 o valor mínimo do vencimento inicial de qualquer professor ou professora que trabalhe em regime de 40 horas semanais (200 horas/aula) será de R$ 950,00. Isto significa que o valor citado será a referência sobre a qual serão calculadas as vantagens que constituem a remuneração bruta dos professores. Em nosso caso, não foi adotado o referencial total de R$ 950,00 como vencimento inicial e, em vez disso, houve a adoção do valor de R$ 635,00 – um valor que corresponde a 66,84% piso deliberado pela nova legislação. Sobre este valor efetivamente pago é aplicada a gratificação já existente de 60%, resultando no valor anunciado pelo governo: R$ 1.016,00. Observe bem: o número quase cabalístico que era alardeado era o montante total (vencimento+gratificação) como se este valor fosse o próprio piso pernambucano, porém o entendimento sobre o que é o piso foi encoberto, isto é, a noção de que piso é salário-base não foi devidamente evidenciada. Por este prisma, o governo não estará pagando o piso em sua integralidade e, como se vê, estamos diante de uma manobra retórica e de uma “ilusão” numérica. 

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Ocorre que há na legislação uma possibilidade para o engodo que o governo está promovendo. A lei possibilita que os estados e prefeituras possam seguir um escalonamento para implantação do piso. A partir de 1 de janeiro de 2009 será necessário que o vencimento inicial (salário-base) corresponda a 2/3 do valor fixado como referência (os R$ 950,00), logo, esta fração deverá ser, pelo menos, de R$ 633,33. Pernambuco está pagando este mês R$ 635,00 (R$ 1,67 acima do valor mínimo possível como vencimento inicial) e isto significa que, basicamente, o Governo de Pernambuco está cumprindo a regra sem grande alteração além do fato de que pagará o mínimo exigido com antecipação de 4 meses – e só isso, pois a integralidade do piso virá provavelmente dentro do prazo máximo previsto na lei: 1 de janeiro de 2010. 

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A legislação ainda prevê que até 31 de dezembro de 2009 será possível admitir as vantagens (gratificações) como valores que componham o piso nos casos em que os salários sejam inferiores a R$ 950,00. Neste caso, mais uma vez, o governo seguirá a determinação mínima e manterá os níveis dentro do limite salarial mais baixo admitido pela lei, portanto, ao estabelecer a remuneração bruta de R$ 1.016,00, o Governo de Pernambuco estará pagando apenas R$ 66 além do mínimo que seria obrigado legalmente a pagar.

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Como não será possível fugir da regra determinada pela lei, todos os estados deverão se enquadrar e, a partir de 1 de janeiro do ano que vem, esta nossa “vantagem” será nula e Pernambuco estará novamente na condição característica de figurar entre os pagadores dos piores salários do Brasil. 

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Percebeu a jogada utilizada pelo governo? Foi feito alarde exagerado para que o governo anunciasse o óbvio: vai cumprir a lei que seria exigida de qualquer forma. O seu grande trunfo foi apenas o fato de pagar em setembro de 2008 algo que seria exigido em janeiro de 2009! Este é o pequeno rato que nasceu da grande montanha da publicidade do governo e do colossal abismo sindical!

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Mas a direção do SINTEPE não esclareceu nada sobre isto, não é verdade? Claro que não, pois eles repetiam: “nosso grito é pelo piso” e isto assegurou a situação cômoda para o governo, que deixou de se preocupar com uma concreta valorização de nossos salários e se acomodou com os padrões mínimos contidos na lei do piso. Graças a tudo isso, seremos “pisados” pelo piso.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Petro-educação?


Recentemente foi anunciada uma mega-descoberta de petróleo que deverá ser explorado pelo Brasil. O governo tratou de anunciar que parte dos lucros obtidos pela exploração desta reserva será destinado à educação. Saiba um pouco mais sobre o assunto clicando nos links abaixo:
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Eleições do Sintepe - "Blogueiro" esclarece

Chapa situacionista? De jeito nenhum!!!!!

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O blog foi criado em setembro do ano passado. Naquela ocasião, estávamos participando da última greve realizada pela categoria. Aquele foi um momento marcante, pois o governo e a direção do sindicato uniram esforços para sufocar os professores mobilizados numa luta por reivindicações absolutamente justas. A direção do Sintepe teve uma postura tão condenável que acabou ela mesma forjando os elementos para a legitimação e fortalecimento de um movimento oposicionista. 
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Ainda durante a greve, quando sindicalistas eram vaiados nas assembléias ao realizarem seus pronunciamentos teleguiados pelos interesses palacianos, estava clara a necessidade de formular uma alternativa de ação. Então um grupo passou a se reunir com o objetivo de avaliar a situação e agir ativamente diante da aliança sidicato-governo, propondo ações e participando de uma verdadeira jornada de mobilizações e conscientização crítica sobre a atuação da direção do Sintepe.
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Inicialmente, o objetivo da oposição era claramente fazer frente ao jogo de interesses que estava atuante nos bastidores da crise que envolvia a categoria e o governo estadual. A direção sindical assumia descaradamente um papel de agente do governo naquele processo - e não faltam indícios nem argumentos para comprovar esta constatação. O clima das assembléias retratava muito bem a percepção que a própria categoria demonstrava ter sobre a atuação da direção do Sintepe. A greve da categoria que enfrentou o governo e o seu próprio sindicato foi didática: foi possível aprender que um sindicalismo atrelado ao governo não funciona em nome dos trabalhadores e que a categoria possui autonomia para perceber, contestar e superar este modelo de atuação sindical.
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Passada a greve, parte do grupo permaneceu ativo no debate em torno da situação da educação pública pernambucana. Algumas pessoas foram aderindo ao grupo, outras foram tomando rumos diversos, contudo, a necessidade do debate permaneceu viva.
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Neste contexto, um fruto da atuação alternativa foi este blog. O blog tornou-se um instrumento de divulgação de bebates e propostas, um veículo de informação e até mesmo uma referência de espaço para a discussão da educação pública em Pernambuco. O blog passou a ter uma vida própria, agregando participantes e leitores que foram surgindo e ajudando a construir este espaço virtual, criando um novo significado para ele mesmo - hoje o blog não é apenas um canal para a manifestação crítica contrária à direção do Sintepe, é um ambiente para discutir a educação. 
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Agora está em curso um processo de articulações que visam uma disputa eleitoral pela direção do Sintepe. 
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O blog surgiu de um grupo de oposição, assumiu a identidade de uma aletrnativa e, portanto, manterá a sua condição inicial: será um espaço de oposição. Está sendo constituída uma aglutinação de pessoas que possuem o propósito de construir uma oposição eleitoral à "dinastia" que comanda o Sintepe há muito tempo - tempo demais, saturada e desgastada por seus vínculos e vícios. Nosso posicionamento será o de garantir espaço para a divulgação das críticas, idéias e propostas do grupo constituído como chapa de oposição. 
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Certos de que um efetivo movimento de oposição à direção do Sintepe deve ser orientado democraticamente e enriquecido pela vontade de mudar os rumos de nosso sindicato, o blog apresenta seus votos de confiança e anuncia que contribuirá servindo de suporte para divulgação da campanha da eventual chapa oposicionista, afinal, mudar o Sintepe e construir uma alternativa é uma necessidade.
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Paulo Alexandre Filho
professor de História da rede pública estadual de Pernambuco
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PS. Este blogueiro não possui filiação partidária nem integrará a chapa da oposição e manterá, apesar do apoio declarado no texto acima, um posicionamento autônomo em relação ao processo eleitoral, embora, obviamente, contrário a alguma chapa situacionista. O blogueiro criou e "modera" este blog, mas o blog não é - e nunca foi - exclusivo, pois outros participantes-autores possuem a liberdade e o espaço para a manifestação de seus posicionamentos, contudo, sabendo-se de antemão - e isto é evidente - que este blog não se alinha à atual direção do Sintepe.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lamentável, mas acontece!!!

É lamentável a situação de total desrespeito que vive atualmente o professor. Um profissional da maior importãncia na vida de qualquer pessoa. Não existem médicos, engenheiros, advogados, etc, que não tenham passado pelas mãos do professor.
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Mas, o que vemos hoje é uma falta de consideração generalizada com os mestres. Imaginem o que é um professor, na sua luta diária para transmitir conhecimento, ter de agüentar insultos, palavrões e às vezes, agressões.
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Com a chegada do ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ( "ECA"), a sigla por si só já é bastante clara, o professor sente-se impotente diante de determinadas situações.
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Vejamos: O aluno pode mandar o professor para PQP, OU TOMAR NAQUELE LUGAR, e o profissional tem de ficar calado, afinal é uma "criança" ou um "adolescente".
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O professor como um educador, não pode revidar com palavras no mesmo tom e pior ainda, se partir para uma agressão.
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O que temos em contra-partida, é um ESTATUTO DO MAGISTÉRIO ultrapassado, totalmente obsoleto, que ainda hoje é usado como uma tábua de salvação. Mas, que na verdade em nada protege o professor!
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Confira alguns casos bastante comuns noticiados no dia-a-dia: