domingo, 21 de abril de 2013

Todos pela Educação?

Publicado em Terça, 09 Abril 2013 23:08 - CNTE

O Movimento Todos pela Educação, Organização Não Governamental, reúne representantes de grandes empresas e celebridades do mundo empresarial do país. Entre eles podemos destacar Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau), José Roberto Marinho (Globo), Milu Vilela (Itaú), Daniel Feffer (Suzano Papel e Celulose), Fernão Bracher, Viviane Senna e outros. Também fazem parte da ONG os economistas Gustavo Ioschpe e Ricardo Paes de Barros e a administradora de empresas Priscila Cruz, atual diretora executiva da entidade.
Detentores de uma fatia muito expressiva do PIB, essas pessoas se dedicam a tecer críticas e a produzir estudos sobre a educação pública brasileira. Curiosamente, são críticas e estudos produzidos por economistas e administradores de empresas e não por educadores. Não poderiam mesmo gerar outro resultado: sobram obviedades e críticas aos professores e faltam propostas efetivas para a melhoria da educação pública.
Em geral os estudos publicados pela ONG são baseados nos resultados das chamadas "avaliações externas" largamente aplicadas em nosso país, como Prova Brasil, ENEM, SARESP e outras avaliações do tipo "standard" aplicadas em diversos estados. Invariavelmente, a conclusão aponta para o professor como o responsável pelos maus resultados da aprendizagem estudantil, seja por deficiências de formação, seja por outros fatores.
No afã de classificar as escolas de acordo com os resultados destas avaliações externas - que são instrumentos importantes para balizar a definição de políticas educacionais, mas de forma alguma podem ser considerados em termos absolutos - integrantes do Movimento Todos pela Educação chegaram ao absurdo de propor que fosse afixado na porta de cada escola pública o resultado do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira), como uma espécie de credencial para as "boas" escolas e de condenação para as consideradas "más" escolas.
Este tipo de providência retomaria uma tentativa da ex-secretária estadual de Educação de São Paulo, Rose Neubauer, de mandar pintar as fachadas das escolas de acordo com o resultado do SARESP. O simples anúncio desta intenção causou tal alvoroço e rejeição da sociedade que a infeliz ideia foi prontamente arquivada.
Classificar as escolas de acordo com os resultados das avaliações não apenas desconsideraria uma série de fatores estruturais, sócio-econômicos e resultantes das políticas educacionais que interferem na aprendizagem dos estudantes, como levaria à estigmatização das escolas com piores resultados, o que tenderia a cristalizar as dificuldades. Isto seria exatamente o contrário do que vem sendo praticado pelo Governo Federal, por exemplo, por meio do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que busca prestar maior assistência financeira, técnica e pedagógica às escolas mais fragilizadas.
Quando economistas e administradores de empresas, que jamais tiveram a vivência de um dia sequer em uma escola pública, pretendem se tornar formuladores de políticas educacionais, privilegiam-se dados quantitativos e as soluções produzidas são circunscritas aos problemas de "gestão". Mas a questão é outra, cristalina e diz respeito ao campo das decisões políticas: é necessário compreender e valorizar efetivamente o papel do professor no processo ensino-aprendizagem, assegurando-lhe condições de trabalho.
Em muitos sistemas de ensino o professor é visto como um profissional a ser "treinado" para executar tarefas e ministrar conteúdos definidos à sua revelia por autoridades e gestores educacionais. Além disso, ele recebe salários muito baixos face à sua formação. Sua carreira é limitada e sem boas perspectivas profissionais. Na maior parte das vezes é submetido a um regime de trabalho onde pontificam autoritarismo, assédio moral, más condições de trabalho e outros fatores que interferem na aprendizagem dos estudantes e causam grande índice de adoecimento na categoria. Na rede estadual de ensino de São Paulo, por exemplo, 50 mil professores são contratados de forma precária e 65 mil são estáveis. Ou seja, 115 mil professores não efetivos num universo total de 239 mil integrantes do Quadro do Magistério.
Nós professores queremos, sim, melhor formação inicial e continuada e consideramos que é função do Estado provê-la. Por isso queremos a implantação da "jornada do piso", ou seja, a destinação mínima de 33% da jornada semanal de trabalho para atividades extraclasse, como prevê a lei federal 11.738/2008. Queremos que os sistemas de ensino promovam cursos de formação, unindo teoria e prática educacional, em convênios com universidades públicas, durante a jornada e no local de trabalho dos professores. Não haverá formação adequada dos professores apenas com cursos para pequenos grupos, em feriados e finais de semana, em locais distantes.
Todos nós estamos de acordo que o Brasil precisa melhorar a aprendizagem de seus estudantes em Língua Portuguesa e Matemática. Mas não podemos concordar com as conclusões do Movimento Todos pela Educação quando propõem que o país focalize a educação pública na habilitação de nossas crianças e jovens nessas disciplinas, deixando de ver a educação como processo integral, que permita a todos o acesso ao conhecimento historicamente acumulado e a poderem contribuir para a produção de novos conhecimentos.
Nós gostaríamos muito de debater publicamente essas e outras questões, mas este grupo não é afeto a este tipo de iniciativa. Até hoje aguardamos resposta de Gustavo Ioshpe ao nosso convite para debatermos as críticas e desqualificações aos professores que costuma fazer nas páginas da revista Veja.
Acreditamos que o Brasil terá em breve um bom Plano Nacional de Educação como política de Estado, que lance bases para a estruturação do Sistema Nacional Articulado de Educação, regulamentando finalmente o regime de colaboração previsto na Constituição Federal. Da mesma forma, lutamos para que sejam destinados 100% dos royalties do petróleo e 50% do fundo composto pelos recursos da exploração do pré-sal para a educação pública. Diariamente lutamos por melhores condições de trabalho, gestão democrática, carreira, valorização profissional. Lutamos, enfim, por educação pública inclusiva, de qualidade, para todos os brasileiros.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

MOÇÃO

Pessoal,

Segue, a MOÇÃO aprovada em assembleia do SINTEPE, 08/04/13 sobre os R$
4.000,00 bilhões desviados pelo governo do FUNDEB.

Os(as) Trabalhadores(as) em Educação da rede Pública Estadual,
reunidos em Assembleia Geral dia 08 de abril de 2013, mostraram-se
indignados com a Manobra de MEC que deixou de contabilizar quatro (4)
bilhões de reais do FUNDEB para reduzir o reajuste do PISO.
Assim, solicitamos da CNTE que exija a recomposição desses recursos,
redefinindo o reajuste do PISO em 12% para 2013.

Recife, 08 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

POR QUE OS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO 
VÃO PARAR NOS DIAS 23, 24 e 25 DE ABRIL ?

De acordo com a lei nº 11. 738 (lei do piso salarial) o reajuste salarial dos professores deve ser pago em janeiro de cada ano. Esse ano o reajuste foi de 7,97%.

Mesmo sendo um valor tão baixo, em Pernambuco o governo Eduardo Campos negou-se a reajustar o salário dos professores em janeiro. O reajuste será dado em maio e o atrasado (de janeiro à abril) ainda será dividido em 3 parcelas. O governo que investe R$ 532 milhões na Arena da Copa e que, está investindo R$ 350 milhões na construção de um presídio em Itaquitinga, diz não ter dinheiro para pagar aos trabalhadores.

Além disso, o salário dos professores não foi reajustado em janeiro de 2009, assim, o valor atual está bastante defasado.

Em 2010 o governador Eduardo Campos anexou a gratificação dos professores (pó de giz) ao vencimento base para compor o valor do Piso, mesmo sendo essa prática proibida pela Lei.

As escolas da rede estadual permanecem com salas lotadas, quentes, e sem as mínimas condições de trabalho. Laboratórios e bibliotecas não funcionam ou funcionam precariamente.

Para se ter uma idéia do caótico quadro da educação em Pernambuco, faltam nas escolas, lápis piloto, apagadores e papel ofício, ou seja, materiais básicos para o desenvolvimento do trabalho docente.

Em muitas unidades de ensino não há água para o professor beber.

O governo está acabando com as turmas de Ensino Fundamental (5ª à 8ª séries) , e chama essa prática de “reordenamento das escolas da rede”. Por conta dessa atitude alunos são jogados pra estudar em locais distantes de suas residências, ou ficam fora da escola.

Lembrando que, em 2009 o governo descontou os dias parados da greve e impediu que os professores fizessem a reposição das aulas.

Para conquistar seus direitos os trabalhadores só têm um caminho: a luta!


terça-feira, 9 de abril de 2013

NA MARRA


Assembleia SINTEPE dia 8 de abril:

"A partir de maio receberemos o reajuste de 7,97% e o retroativo de janeiro a abril será pago em 3 parcelas, sendo 50% em maio (folha complementar) e o restante em junho e julho".
Êita valorização profissional!
Uma mixaria dessa e todo um desgaste físico-psicológico pra fazer o governo Eduardo Campos cumprir o que determina a LEI  do PISO. Além disso, paga quando quer e como quer.Uma vergonha!
 Bom lembrar que para compor o Piso em 2010 o governo anexou nossa Gratificação do Magistério. Portanto a defasagem salarial permanece. Pernambuco é o estado  brasileiro que paga a  mais baixa remuneração a seus professores.






sábado, 6 de abril de 2013

Nova lei obriga pais a matricular crianças em escola a partir dos 4 anos


Presidenta alterou trechos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir ensino gratuito à população de 4 a 17 anos
A presidenta Dilma Rousseff alterou vários trechos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o novo texto diz que o Estado é obrigado a garantir à população educação escolar pública e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade. A nova lei ainda torna "dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade".
Pela norma anterior, a matrícula na pré-escola era obrigatória apenas a partir dos 6 anos de idade. Os governos estaduais e municipais têm até 2016 para garantir vagas a todas as crianças com idade a partir de 4 anos.
Entre as obrigações do Estado, a lei ainda prevê a oferta de educação infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade; atendimento educacional especializado gratuito aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; e atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
O novo texto também estabelece que as crianças de 4 e 5 anos terão "avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental". Além disso, a carga horária mínima anual da educação infantil será de 800 horas, distribuída por um mínimo de 200 dias de trabalho educacional.
O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. Na pré-escola, as instituições de ensino têm de controlar a frequência das crianças, que deve, no mínimo, de 60% do total de horas.
Outra novidade na lei foi a inclusão de mais um princípio a ser observado no processo de ensino das escolas. Trata-se da "consideração com a diversidade étnico-racial". Princípios como igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, pluralismo de ideias, valorização do profissional da educação escolar e garantia de padrão de qualidade já estavam contemplados no texto anterior.

Fonte: Portal IG 

Cúmulo do absurdo: aluna e seus pais agridem professora na saída da escola


Uma professora de história foi cercada e agredida pelos pais de uma aluna de 12 anos na saída da Escola Estadual Antonio Miguel Pereira Júnior, no bairro Central Parque, zona oeste de Sorocaba (SP). A mãe, o padrasto e a própria aluna desferiram socos e pontapés na professora quando ela atravessava a rua para entrar no carro do marido, parado na frente do portão da escola.
O marido da educadora tentou intervir e também teria sido agredido. A pancadaria só cessou após a interferência da vice-diretora e de funcionários da escola. As agressões ocorreram na terça-feira, mas só na quinta-feira (4) a professora fez a denúncia à Polícia Civil. Ela e o marido passaram por exames de corpo de delito.
A possível causa da agressão teria sido uma suspensão da aluna por suposto ato de indisciplina na escola. Em versão apresentada à polícia, a mãe da aluna acusou a professora de preconceito. Segundo ela, quando foi abordada para explicar a suspensão da filha, a docente teria feito referência à cor da estudante, que é afrodescendente. A mãe alegou que ela também foi agredida pela professora e por seu marido.
A Diretoria Regional de Ensino informou que a alegação de racismo só surgiu depois que as agressões contra a professora foram denunciadas à polícia. O órgão abriu sindicância para apurar as agressões e também a conduta da professora.
Fonte: Portal IG

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CAOS NO EREM JOÃO BEZERRA

Recebi o texto abaixo via email, da amiga e professora Rejane de melo. Gostaria de compartilhar o conteúdo do mesmo com vocês.

 Paulinho, bom dia. No EREM João Bezerra há um caos instaurado. As condições da escola são misérrimas. As salas de aula são muito quente e não há ventilador nem ventilação, chegamos a 40 ºC na sombra em sal de aula. É insalubre. Não há água nem para o aluno beber, acho que a escola deve ser interditada. Encontramos escorpiões na cozinha e há gatos passeando na escola pela área de merenda. Não temos condições de nada. Os alunos não conseguem se concentrar o mínimo por causa do calor. A sala dos professores, imagine, é sofrível, a porta quebrada, um ar c. que não funciona e banheiros sem descarga, temos que, constrangidos, enchermos um balde na torneirinha para manter o mínimo de higiene. Os quadros estão quebrados, os ventiladores que restam estão imundos e não funcionam. Há muitos ventiladores novos no almoxarifado misturados à merenda escolar e material de expediente, porém não são colocados nas salas não se sabe o motivo. O pátio, as salas e os banheiros são imundos e há dez funcionários da Adlin que "trabalham" aqui. Há uma bibliotecária, mas a biblioteca não abre na hora de aula. Estamos no fim. A quem posso recorrer além de Deus? A diretora está afastada esperando a chegada do novo diretor que deve ser a própria coordenadora, porém esta não se encontra, está fazendo um congresso no Rio de Janeiro desde antes da páscoa e ainda não voltou. Estou ainda lotada no Size, desde o ano passado , dando expediente aqui por não poder folgar duas manhãs lá. Vê só que carma da P. DESCULPA O DESABAFO! bjs DA AMIGA REJANE DE MELO.

SERÁ QUE TEMOS MOTIVOS PARA UM ENFRENTAMENTO PAREDISTA COM ESSE GOVERNO?


Por   Edvaldo N. Lima
SINTEPE /Regional  Mata Sul (Palmares)

SERÁ QUE TEMOS MOTIVOS PARA UM ENFRENTAMENTO PAREDISTA COM ESSE GOVERNO?

Eis alguns motivos:

 1)   Continuamos recebendo o PIOR SALÁRIO DE PROFESSOR DE TODO O BRASIL e nem sequer a inflação de 2012 (6,2%) ou o percentual do reajuste federal  do Piso (7,97%) esse governo acha que merecemos.
2)   Trabalhamos em meio a uma série de COBRANÇAS ESDRÚXULAS E INEFICAZES uma vez que falta o devido apoio e as devidas condições para a realização de um trabalho com melhor qualidade.

3)   Trabalhamos em meio a uma série de PRESSÕES E AMEAÇAS que promovem um clima ruim no ambiente escolar (terrorismo psicológico).

4)   Trabalhamos em meio a uma série de IMPEDIMENTOS OU NEGAÇÃO  de direitos como, por exemplos:

A)    DO GOZO DA LICENÇA PRÊMIO.

B)    DA READAPTAÇÃO DE PROFESSORES DOENTES;

C)    DA LICENÇA MÉDICA POR CONTA DA CENTRALIZAÇÃO DA JUNTA MÉDICA NA CAPITAL;

D)     DO TRATAMENTO DE SAÚDE POR CONTA DA SITUAÇÃO CADA VEZ MAIS PRECÁRIA DO SASSEPE.

E)     AO ATESTADO MÉDICO (o professor não tem mais direito nem a adoecer).

F)     A TRAVA DO 207 QUE “FORÇA” OS ADMINISTRATIVOS PRÉ-APOSENTADOS A   TRABALHAREM MAIS 5 ANOS ALÉM DO TEMPO NECESSÁRIO.

G)    A FALTA DE DIÁLOGO COM OS PROFESSORES, PRINCIPALMENTE OS QUE ESTÃO   EMEFETIVO EXERCÍCIO DA DOCÊNCIA, COMO NO CASO DO FECHAMENTO DE TURMAS E DA IMPLANTAÇÃO DO FAMIGERADO CRONÔMETRO SEM OUVIR OS PROFESSORES.

(Esse governo não debate educação com os professores, principalmente os que estão em efetivo exercício, as coisas chegam prontas e impostas. É como se eles (os políticos) entendessem mais de educação do que quem está há vários anos nas trincheiras docentes – São muitos os que nem da área da educação são e outros que já estão há alguns anos fora do efetivo exercício docente, QUERENDO,
   PEJORATIVAMENTE, ENSINAR PROFESSOR EXPERIENTE A ENSINAR).


H)    ETC, ETC, ETC...

5)   Perdemos, PARA ESSE GOVERNO, a nossa gratificação pelo exercício do magistério e nossos quinquênios e as gratificações que não perdemos foram congeladas a exemplo do difícil acesso e locomoção.  

6)   Houve o DESMONTE DO NOSSO PCC (Plano de Cargos e Carreiras).

ESSE GOVERNO REBAIXOU TODOS OS PERCENTUAIS DO PCC, A SABER:

A)    Os percentuais entre as Classes Salariais, de 12 para 10%.

B)    Os percentuais entre as faixas salariais, de 3 para 2,5%.

C)    Os percentuais entre as matrizes do professor com formação em magistério e a do professor com Licenciatura Plena, de 37 para apenas 5%. (FOI ESSE REBAIXAMENTO O NOSSO MAIOR PREJUÍZO).

D)    Os percentuais entre as matrizes do professor com Licenciatura Plena e a do professor com Especialização, de 15 para 13%.

E)    Os percentuais entre as matrizes do professor com Especialização e a do professor com Mestrado, de15 para 14%.

F)     Os percentuais entre as matrizes do professor com Mestrado e a do professor com Doutorado, de 19para 15%.

7)   FOMOS IMPEDIDOS, ILEGALMENTE, DE REPOR AS AULAS DA GREVE DE 3 DIAS DA CNTE. DE UMA SÓ VEZ FORAM NEGADOS OS DIREITOS DOS ALUNOS E DOS PROFESSORES.
 Etc. Etc. Etc...


E O QUE DEVEMOS FAZER CASO O GOVERNO NÃO AVANCE NAS NEGOCIAÇÕES?
Esperar e continuar negociando com uma rodada de negociação por mês?
Entrar em Greve por tempo indeterminado?
Marcar um calendário de paralisações alternadas?

Realizar atos públicos com passeata na capital e nas cidades sedes das Regionais?

O que fazer???

             Venha participar da Assembleia!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

REUNIÃO DA OPOSIÇÃO


A OPOSIÇÃO ALTERNATIVA SINTEPE REÚNE-SE
SÁBADO DIA 06 de abril de 2013 às 16 horas
SEDE DA CONLUTAS

R. José de Alencar, 44, bloco A, sala 33, Boa Vista - Recife - PE.
CEP 50070-030. Fone: 3222 5709
Edf. do Bar e Restaurante Mustang (lado da Loja Riachuelo)
Maria Albênia 9213-6271
Mariano Macedo 9167-4640 e 8605-5848

quarta-feira, 20 de março de 2013

Teresa Leitão alerta que modificações no PCC da Educação prejudicam categoria


Por Assessoria de comunicação em 19/03/2013
A deputada estadual Teresa Leitão pediu que o governo estadual modifique a proposta apresentada ao sindicato que representa os professores da rede pública estadual, o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), no que diz respeito ao reajuste do piso salarial do magistério. O pedido da deputada foi feito em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (19/03). 

Teresa relatou que na assembleia do Sintepe ocorrida na última sexta-feira (15) a categoria rejeitou a proposta de reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) do Magistério apresentada pelo Governo de Pernambuco. No texto, o Governo Estadual diminui o interstício de 5% para 1% entre as faixas salariais, fazendo com o que o reajuste de 7,9% tenha pouco impacto no salário de professores que têm licenciatura plena, ou que tenham títulos de pós-graduação ou até mestrado. 'Eu pergunto, para quê estudar, se qualificar?', questionou Teresa, lembrando o fato de que mais de 27 mil professores terão aumento salarial na média de apenas 3%, se aprovada a proposta como está. 

A deputada recordou que em 2010 a Assembleia Legislativa foi alvo de protestos dos professores na época da primeira modificação do PCC que reduziu de 10% para 1% o interstício entre as faixas salariais. Em sua análise, a repercussão foi tão negativa que em 2011 a diferença entre os interstícios retornou para 5%. 'Agora querem diminuir de novo', alerta a parlamentar. 

Teresa também lembra que Pernambuco é um dos estados onde o quadro de professores tem os maiores percentuais de formação superior no Brasil. 'O piso salarial é para professores de nível médio. Aqui em Pernambuco temos uma carreira estipulada por lei. Piso não é teto. A lei do piso é pedagógica, explicita que deve ser respeitado o desenvolvimento na carreira', lembra. 

Em 2010 o Sintepe editou um cartaz com a lista de deputados que foram contra e a favor às modificações do PCC. O sindicato criticou as modificações e os parlamentares que votaram favoráveis a elas. 'Votei contra (as modificações) e votaria de novo nas mesmas circunstâncias. Mas não é bom que a Assembleia Legislativa seja alvo, mais uma vez, desse tipo de divisão interna. Por isso é necessário que a proposta seja reformulada e melhor negociada antes de chegar para nossa votação', explicou a deputada. 

A deputada lembrou que Pernambuco vive momentos de grande desenvolvimento econômico e exercita seu poder político no cenário nacional. 'Dá para fazer mais pela educação em nosso estado', concluiu Teresa. 

ESCOLAS DE REFERÊNCIA - A deputada também defendeu a eleição direta para diretores das escolas de referência de ensino médio da rede estadual (EREM), ressaltando que houve muita insatisfação com as escolhas. 'Algumas dessas pessoas foram alvo de protestos por parte da comunidade escolar', alertou. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

PISO do PROFESSOR: REAJUSTE BAIXO E NÃO GARANTIDO

A lei 11. 738 do Piso Salarial Nacional dos Professores em seu artigo 5º manda reajustar o salário dos docentes em janeiro de cada ano a partir de 2008. Aproveitando -se de manobras politicas e desrespeitando o que diz a lei, o governo de PE deixa de repassar o reajuste para os professores em 2009. Em 2010 para dar o reajuste, Eduardo Campos contrariando a lei, anexa a gratificação dos professores para compor o valor do piso. Início de 2013 o MEC pronuncia-se e determina o reajuste em 7,97% para ser pago em fevereiro Porém o governo que tanto alardeia na mídia ''a valorização dos professores''cala-se e mais uma vez descumpre a lei deixando os trabalhadores em educação sem reajuste salarial. Uma vergonha para um Estado que tem um PIB superior a média nacional mas , não valoriza o seu professor, não garante educação de qualidade e penaliza a sociedade.
UMA VERGONHA!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Governo do Estado se mostra omisso e não aplica a Lei do Piso

SINTEPE
Notícias - Destaque 
Escrito por Assessoria de Imprensa

Assembleia Geral da categoria, que será realizada nesta sexta-feira (15), vai avaliar andamento da campanha salarial 2013.
Uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e o Governo do Estado, realizada nesta terça-feira (12), deixou clara a omissão do executivo estadual em aplicar a Lei Nacional do Piso em Pernambuco. No fim do mês de fevereiro, o Sintepe apresentou uma proposta às secretarias de Educação e Administração e, desde então, aguardava uma resposta. 
No encontro realizado nesta terça-feira, as secretarias não chegaram a um consenso, com isso não há previsão de quando os salários dos professores sofrerão reajustes. Em janeiro deste ano, o Ministério da Educação divulgou o percentual de 7,97%, como a reajuste para o piso em 2013. Com isso, o rendimento dos docentes, que possuem carga horária de até 40 horas/aula semanais, passou para R$ 1.566,48. O objetivo do Sintepe com a negociação é obter um reajuste maior para a categoria.
Ainda durante a reunião com o executivo estadual, os representantes do governo adiantaram que o aumento salarial para as demais categorias da educação, como técnicos e administrativos, só começará a ser pensado a partir do mês de maio

domingo, 10 de março de 2013

ASSEMBLEIA SASSEPE

Assembleia da ASSEPE/SASSEPE
Servidores Ativos,Aposentados e Pensionistas.
Dia:12/03. 9h, Auditório SINTEPE.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A OPOSIÇÃO NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES








Panfleto distribuído na Formação de Professores da Rede (Chevrolet Hall em 5/março)

A NOVELA DO PISO CONTINUA
Estamos em março e nada de aumento. Desobedecendo a Lei do Piso (11.738) em seu artigo 5º que determina o percentual em janeiro pela variação do Custo-Aluno (20,16%) o MEC estabeleceu o reajuste em 7,97% baseado numa ‘estimativa’ feita em dezembro de 2012. Infelizmente a CNTE e o SINTEPE capitulam aos governadores e não defendem mais o custo-aluno como está na Lei para garantir o nível salarial da categoria. Esta posição de não defender a Lei do Piso foi aprovada no Conselho Nacional de Entidades em setembro de 2012.
Desde que foi criada em 2008 e Lei do Piso nunca foi respeitada nem pelo MEC que não aumentou o valor do Piso em 2009 resultando em desgaste salarial, nem por governadores que se negam a pagar e ainda questionam judicialmente. Seguindo a Lei o valor do Piso deveria ser R$ 2.327,81 no entanto, o MEC determina que seja R$ 1,567,00 e o governo Eduardo Campos dá zero de reajuste.


META DO GOVERNO
A meta do governo Eduardo Campos é acabar com o Ensino Fundamental na rede Estadual. O próprio secretário de Educação, Ricardo Dantas afirmou em mesa de negociação que o processo de fechamento de turmas e escolas “está muito lento”. Por outro lado as Escolas Integrais implicam no fechamento de 2/3 das turmas, ficando ociosas no período noturno. Lembramos que o aluno trabalhador não tem espaço nessas escolas.

ABAIXO A POLÍTICA DE BONIFICAÇÃO
Contrário a valorização da categoria, o governo não estabelece uma política salarial impondo a política de premiação e bonificação. Isto implica em pressão no cumprimento de trabalhos burocráticos e na responsabilização dos professores pelo fracasso escolar. O resultado são doenças que levam os professores à Junta Médica do Estado.

SASSEPE
Apesar de pagar caro pelo sistema de saúde semi- privado, o servidor do Estado não dispõe de um bom atendimento. As consultas (por ordem do governo) são marcadas num intervalo de 30 dias ou mais. O governo Eduardo Campos, tem um déficit mensal de 1 milhão e 500 mil com o caixa do SASSEPE e ainda uma dívida estocada de 34 milhões. Dessa forma, mesmo o servidor arcando com 72% dos custos (o governo com apenas 28%) assistem paulatinamente o sucateamento do Sistema de Assistência à Saúde do Servidor do Estado de Pernambuco.
• O SINTEPE não pode ficar omisso, é preciso denunciar o desmonte do ensino básico.
• Não fazer acordos que reduzam nossos reajustes salariais.
• Exigir o retorno das turmas e escolas que foram fechadas.
• Fim a política de bônus. Queremos salário de verdade.
• Fim aos projetos de aligeiramento do ensino.
• Pelo reajuste de 20,16% em janeiro como manda a LEI.
• Pagamento do Piso de R$ 2,397,81 respeitando a LEI desde o sua criação
• Por melhorias no sistema de saúde do servidor.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

EMANCIPAÇÃO FEMININA EM DEBATE

Alteração no local do evento:
Sindpd Pe [Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Informática, Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de Pernambuco]
Rua Bispo Cardoso Ayres, 111, Boa Vista, Recife-PE. 
fone: [81] 3421-3818 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

"Professor pré-pago"

Recentemente divulguei na página facebook deste blog uma reportagem veiculada pela revista Veja sobre o 'professor pré-pago'. Trata-se de um serviço oferecido pela Apoio Escolar 24 horas. O processo é simples. O interessado compra um cartão, a venda em livrarias, e recebe um código. A partir deste código é possível acessar, via internet, material didático dos ensinos fundamental e médio produzido pela própria empresa, bem como outros textos concebidos por professores e divulgados em sites externos de instituições como a Universidade de São Paulo, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, entre muitas outras. O usuário tem ainda o direito de fazer vinte perguntas mensais (não cumulativas) sobre diversas matérias lecionadas no ensino básico, pelo período de um ano. 

Não resisti. Desembolsei R$ 99,00 e comprei um cartão. Afinal, levando em conta as infindáveis discussões sobre as tendências futuras do ensino a distância, é claro que eu precisava avaliar este serviço. 

No site da Apoio Escolar 24 horas consta que os serviços prestados são ideais para:

1) Pais sem tempo ou paciência para estudar com seus filhos.

2) Estudantes com notas baixas na escola.

3) Famílias que não podem arcar com professores particulares.

Portanto, esta empresa explicitamente se sintoniza com a desarticulação familiar. Afinal, faz parte de seu público-alvo aqueles pais que não têm paciência para estudar com seus filhos. 

Vale observar também que não está previsto o caso do estudante com notas satisfatórias ou boas, mas que gostaria de melhorar seu desempenho escolar.

Logo, a Apoio Escolar 24 horas sugere que seu público-alvo é simplesmente marginal, tanto do ponto de vista escolar quanto social. 

Em relação a conteúdos, avaliei principalmente a disciplina de matemática, com ênfase no ensino médio. Comecei com trigonometria, logaritmos, matrizes, conjuntos e funções. Examinei também alguns conteúdos de física.

De acordo com a Apoio Escolar 24 horas, a função seno é uma função da forma y = sen(x). Já li muito material medíocre sobre trigonometria, mas esta suposta definição para a função seno é certamente a pior que já vi. Afinal, nada foi definido. O autor deste material confunde gravemente conceito com notação. y = sen(x) é tão somente uma notação. De forma alguma isso define seno. Ou seja, a matemática continua sendo lecionada de forma puramente doutrinária e não racional. 

Em seguida aparece na mesma tela uma animação do círculo de raio unitário usualmente empregado para lecionar trigonometria. Este é um recurso típico de multimídias e uma das vantagens enaltecidas pelos adeptos do ensino a distância. No entanto, a animação novamente se sustenta em uma visão distorcida sobre o conceito da função seno em trigonometria, conforme já foi discutido anteriormente neste blog. Não importa se um desenho é impresso em papel ou animado em uma tela de computador, esta velha história de definir seno a partir de mera visualização é simplesmente uma aberração intelectual. 

Já a suposta conceituação de logaritmo é dada através de um exemplo com números inteiros. Em momento algum é esclarecido o domínio de aplicação de logaritmos. Logo, o estudante só pode se sentir perdido diante desta alegada conceituação. Para piorar, em seguida aparece um novo exemplo com a equação "2 elevado a x = 5". Isso sugere que o expoente x pode ser um número real, o que contradiz a bizarra conceituação dada anteriormente. Além disso, fica a questão: como definir 2 elevado a x quando x é um número real qualquer? Isso eu gostaria de ver.

O conceito amalucado de matriz como um quadro formado por linhas e colunas é novamente repetido, como ocorre em tantos livros e apostilas impressas deste país. No entanto, o primeiro exemplo de matriz apresentado tem entradas não numéricas. No lugar de números reais, são apresentadas entradas que são simplesmente nomes de disciplinas, como matemática, biologia e geografia. Fico pensando como se calcula o determinante desta matriz de disciplinas escolares. Portanto, a justificativa inicialmente apresentada para o estudo de matrizes, como é usual na literatura impressa deste país, não está em acordo com a álgebra matricial desenvolvida posteriormente (como adição, multiplicação e inversão de matrizes, entre outras operações). 

Partindo para uma segunda etapa, enviei algumas questões para o atendimento personalizado. 

Seguem abaixo as questões enviadas e suas respectivas respostas. Aproveito para comentar as respostas apresentadas.

Questão 1: Como se calcula o seno de 1,17 graus? Preciso da resposta com precisão de dez casas decimais.

Resposta 1: Você só pode obter esta precisão usando uma calculadora. Mas que aplicação você fará de sen 1,17º no Ensino Médio que demande tal precisão?

Comentário 1: O autor da resposta faz perceber que a calculadora eletrônica opera como uma espécie de oráculo que não demanda justificativa alguma. No entanto, é perfeitamente possível apresentar ao aluno de ensino médio pelo menos parte do processo empregado por calculadoras eletrônicas no cálculo aproximado do seno de quaisquer números reais. Além disso, o autor da resposta analisa a questão única e exclusivamente em termos de aplicações no ensino médio. Ou seja, temos aqui a eterna postura brasileira de justificar o ensino a partir de necessidades impostas pela própria rede de ensino. Matemática do ensino médio, na visão da Apoio Escolar 24 horas, não é útil para aplicações no mundo real. Matemática no ensino médio, para esta empresa, deve ser útil apenas para o próprio ensino médio.

Questão 2: Preciso de um exemplo de um conjunto x tal que todos os elementos de x são também subconjuntos de x.

Resposta 2: O genial Georg Cantor provou que nenhum conjunto X tem a mesma cardinalidade do seu conjunto das partes. Mas esta questão é bastante sofisticada e foge completamente do escopo do Ensino Médio, ok?

Comentário 2: A primeira afirmação não tem relação alguma com a pergunta. E a segunda afirmação é falsa. Segue um exemplo muito conhecido na literatura: x = {0,{0}}, sendo que 0 denota o conjunto vazio (conjunto que não tem elemento algum). Este conjunto x tem dois elementos: 0 e {0}. E cada um desses elementos é subconjunto do conjunto x. Basta utilizar os conceitos de pertinência e de subconjunto, usualmente lecionados no ensino médio.

Questão 3: No site de vocês está escrito que uma matriz é uma maneira especial de apresentar um conjunto. No entanto, um conjunto é definido apenas pelos seus elementos. A ordem em que esses elementos são apresentados é irrelevante. Já na matriz a ordem em que os elementos estão dispostos é importante. Que tipo de conjunto é a matriz? 

Resposta 3: Por definição, dados dois números inteiros positivos "m" e "n", chama-se matriz "m x n" a tabela formada por "m.n" números reais, dispostos em "m" linhas (horizontais) e "n" colunas (verticais). Sobre esta afirmação, preciso saber em que contexto ela apareceu. Em que material do nosso site você a encontrou?

Comentário 3: Aqui o autor da resposta demonstra claramente desconhecer os conteúdos apresentados pela empresa na qual ele trabalha. Além disso, uma matriz pode ser perfeitamente definida a partir da noção de conjunto. Mas não da forma como se apresenta no site.

Questão 4: Vi em alguns livros que número complexo, por definição, é um número da forma a+bi, sendo a e b números reais e i a unidade imaginária cujo quadrado é -1. Mas se o quadrado de i é igual a -1, então i não pode ser um número real. Portanto, como é possível multiplicar i por b? E como somar este resultado com a? 

Resposta 4: Expandimos nosso conceito de número na medida em que os números reais não são suficientes para certas operações. Esta expansão é feita criando-se a chamada "unidade imaginária" i, com a seguinte propriedade: i² = -1. Assim, chamamos de número complexo todo número na forma a + bi, em que a e b são números reais. Observe que se fizermos b = 0, teremos apenas a; ou seja, qualquer número real é também complexo. Dizendo de outra forma, o conjunto dos números reais é um subconjunto do conjunto dos números complexos. Para continuar o estudo, sugerimos o seguinte endereço: http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/medio/ncomplex/ncomplex.htm

Comentário 4: Aqui o autor da resposta simplesmente ignorou a pergunta. Aparentemente ele sequer entendeu o meu questionamento. Na usual notação a+bi para números complexos, tanto a quanto b e i são números complexos. Ou seja, as operações de adição e multiplicação que aparecem na notação acima são definidas entre números complexos. Temos novamente a perpetuação de outro erro comum na literatura tupiniquim. 

Questão 5: Qual é a diferença entre uma função e o gráfico de uma função?

Resposta 5: Dados dois conjuntos A e B, dizemos que uma relação entre elementos de A e B será função (função de A em B) quando todos os elementos de A estiverem relacionados a elementos de B, de tal forma que cada elemento de A esteja associado a um único elemento de B. Ou seja, a função propriamente dita é um tipo de relação entre dois conjuntos. O gráfico é apenas uma representação visual. Por exemplo, considere uma função f, de R em R, que associa a cada x o seu dobro acrescido de 3 unidades. De modo simplificado, escrevemos somente f(x) = 2x + 3. Já a representação gráfica de f será uma reta ascendente, inclinada em relação ao eixo das abscissas. Espero ter ajudado. Conte sempre conosco!

Comentário 5: Nesta resposta o autor não explica o que é uma relação. Portanto, não define função. Além disso, o gráfico de uma função é simplesmente um conjunto. Logo, não pode ser visualizado. Conjuntos não têm forma

Questão 6: Qual é a definição de força? 

Resposta 6: Temos intuitivamente a idéia de que é força toda vez que puxamos ou empurramos um objeto. Podemos afirmar que força é o agente físico capaz de movimentar, parar ou deformar um corpo. Exemplos de Forças: Uma pessoa chutando uma bola; Um caminhão puxando um carro por meio de uma corda; Um pugilista desferindo um soco em seu adversário. Esses são exemplos de força nos quais é necessário contato físico, sendo chamadas de "forças de contato". A força de atração gravitacional entre a Terra e a Lua ou a força de um imã e um pedaço de ferro agem mesmo à distância, sem a necessidade de haver um contato físico entre os corpos, sendo chamadas de "forças de campo". Devemos lembrar que todo o tipo de força deve ser representado através de vetores, pois é uma grandeza que só fica perfeitamente caracterizada quando se conhece seu módulo (ou intensidade), sua direção e seu sentido.

Comentário 6: Exemplos pontuais não caracterizam a definição de um conceito tão amplo quanto o de força. Logo, o autor não definiu força. Obviamente reconheço a considerável dificuldade para definir força em mecânica clássica. No entanto, este é um momento formidável para o professor exercer honestidade intelectual e admitir: eu não sei o que é força. 

Vale observar que todas as seis respostas que recebi foram assinadas em nome do mesmo profissional de ensino e enviadas em um intervalo de dez minutos, poucas horas depois que remeti as questões. 

Em suma, para aqueles que defendem o ensino a distância, posso dizer o seguinte. Se o nível intelectual do ensino a distância em nosso país for o mesmo praticado no cotidiano das escolas brasileiras, é claro que essa nova modalidade de ensino deve ser estimulada! Afinal, ela é bem mais barata. Não há sentido em pagar mais caro pelo mesmo nível de ignorância e preconceito.

Aproveito para avisar que encaminharei o link desta postagem para a Apoio Escolar 24 horas. 

http://adonaisantanna.blogspot.com.br/2013/02/professor-pre-pago.html

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

‘Negociação’ Governo e SINTEPE


Pontos colocados pelo SINTEPE na reunião de negociação com o governo em 14 de fevereiro na SEDUC-PE:
Pauta da Campanha Salarial 2011/2012, condições das escolas da rede/reordenamento, PCC (Plano de Cargos e Carreiras dos Trabalhadores em Educação) reformulação do Estatuto do Magistério, eleições para direção das escolas, concurso público, licenças médicas/atendimento Junta Médica, contratos temporários, outros.
Respondendo a alguns questionamentos o Secretário de Administração/Educação, Ricardo Dantas, assegurou que, o governo não pretende  convocar os aprovados em concurso passado (2008) e acrescentou: ‘Devido a redução do número de alunos, há mais professores que o necessário’. 
Um absurdo. Sabe-se que,  há nas escolas da rede  um  número excessivo de professores contratados temporariamente e, em outras  há falta de  professores nas diversas disciplinas. 
Para a reformulação do PCC,  o secretário disse que tinha  uma idéia, apenas uma idéia  mas, vindo do governo qualquer ‘ideia’ relacionada aos trabalhadores em educação, torna-se preocupante e perigosa.  A ’brilhante ideia’ do secretário é, atrelar a progressão por desempenho ao ‘sucesso  do aluno’. Ou seja, se o aluno não ‘progredir’ o professor  não mudará  de faixa.
Quanto a municipalização, o governo reafirmou a intensificação do processo. Dessa forma, continuará equivocadamente  fechando turmas e transferindo a responsabilidade do Ensino Fundamental para os municípios, contrariando a Constituição Federal quando em seu artigo 211 (da Educação) cita  que, a organização do Ensino Fundamental e Médio deve ocorrer em  regime de colaboração entre estados e municípios.
Para outros  pontos levantados , Ricardo Dantas  comprometeu-se em convocar o sindicato  para uma reunião quando tiver  respostas para os mesmos.
Assim, sem novidades nem expectativas concluiu-se a ‘reunião de negociação’.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ADEUS REAJUSTE PARA FEVEREIRO

Sintepe cobra que governo apresente proposta para o aumento no Piso SalarialPDFImprimirE-mail
Notícias Destaque
Escrito por Everson Teixeira   
Ter, 19 de Fevereiro de 2013 10:36

Reunião terminou com a promessa de que uma proposta para o reajuste será apresentada até o próximo dia 13.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) estiveram reunidos, nesta segunda-feira (18), com os secretários estaduais de Administração, Décio Padilha, e de Educação, Ricardo Dantas. O encontro foi resultado de uma primeira reunião realizada no último dia 14 de fevereiro, onde foram apresentadas algumas reivindicações da categoria.

Nesta segunda-feira (18), o encontro foi norteado principalmente pela discussão sobre o reajuste do Piso Salarial dos Professores em Pernambuco. Em janeiro deste ano, o Ministério da Educação divulgou uma portaria onde apresenta o reajuste de 7,97% para o piso em 2013, passando de R$ 1.475,46 R$ 1.566,48.  O objetivo do Sintepe é conseguir um reajuste maior em relação ao que foi apresentado pelo Executivo Federal.

Durante o encontro, os secretários apresentaram dados sobre a arrecadação do Estado em 2012. Segundo eles, houve uma redução na expectativa da arrecadação estadual no ano passado, o que deve refletir na economia local em 2013. Mesmo com o indicativo, o Governo Estadual ficou de apresentar uma proposta até o dia 13 de março. O Sintepe segue na luta para que os professores sejam valorizados como merecem.

Última atualização ( Ter, 19 de Fevereiro de 2013 11:03 )