domingo, 28 de fevereiro de 2010
REUNIÃO
Rua José de Alencar 44, bloco A sala, 33 / 3º andar. Boa Vista.
Fone 3222-5709. Edifício onde funciona Bar e Restaurante Mustang (esquina loja Riachuelo)
Contatos:
Mariano: 8605-5848 / 9167-4640
Lourdes: 9289-9342
Albênia: 9213-6271
Especialista diz que ensino integral não é garantia de melhor qualidade
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Um dos mais destacados especialistas brasileiros na área da educação, o economista Cláudio de Moura Castro usa um termo prosaico para defender a elevação no número médio de horas de aula em Estados como o Rio Grande do Sul: a lei da “bunda-cadeira-hora”.
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Resumidamente, ela estabelece que, quanto maior o tempo em sala de aula, melhor tende a ser a qualidade do ensino. Ele considera, porém, contraproducente elevar a carga diária além de seis horas, e avisa que tarefas burocráticas ou recreativas não devem ser consideradas como período de ensino efetivo.
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Confira a entrevista concedida, desde Belo Horizonte (MG), por telefone a ZH:
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Zero Hora – No Rio Grande do Sul, a média diária é de pouco mais de quatro horas de aula. Uma carga maior faria diferença no ensino?
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Cláudio de Moura Castro – Ampliar até cinco, seis horas, favoreceria, e muito. A única lei boa da pedagogia é a lei da bunda-cadeira-hora: quanto mais horas com a bunda na cadeira, mais aprende. Um curso ou sistema que obriga os alunos a passar mais tempo estudando é um sistema em que os alunos vão aprender mais.
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ZH – O senhor disse “até seis horas”. Mais do que isso não?
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Castro – Para o aluno médio, não adianta achar que oito, nove, 10 horas vão funcionar. Funciona para aluno muito dedicado, que quer passar em um exame ou estuda no Japão ou na Coreia. Nesse ponto, de quatro horas, quatro horas e pouco, ainda se está em uma faixa em que, se aumentar a carga horária, vai aprender mais.
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ZH – Qual o prejuízo de estudar apenas quatro horas?
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Castro – Hoje, o Brasil botou todos os meninos na escola. O problema é a qualidade. A qualidade é muito ruim. O Brasil está em antepenúltimo lugar no Pisa, entre 50 países. Então, como a gente sabe da lei da bunda-cadeira-hora, isso é um fator de perda. Você está deixando de estudar. Por outro lado, tem de considerar a bunda-cadeira-hora efetiva, não a teórica. Se você perde tempo brigando com os alunos, fazendo chamada, isso não conta.
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ZH – Sabe-se que se perde muito tempo em sala de aula com indisciplina.
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Castro – Com indisciplina ou fazendo coisa que não serve para nada. Uma pesquisa do Banco Mundial mostra que entre 25% e 50% do tempo de aula é gasto copiando do quadro-negro.
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ZH – E, didaticamente, isso não tem serventia?
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Castro – Não serve para nada. Não tem nenhum valor educativo. Numa escola em que 50% do tempo de bunda-cadeira-hora os alunos estão copiando do quadro-negro, na verdade só tem duas horas de estudo efetivo. Se o Rio Grande do Sul tem um pouco menos de horas, mas os professores usam melhor o tempo, ele está melhor. Mas não tenho nenhuma evidência de que o Rio Grande do Sul esteja usando melhor o tempo.
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ZH – Para aumentar a média diária, chegar a seis horas...
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Castro – (interrompendo)... Seis horas nem precisa. Cinco horas já estaria bom demais.
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ZH – Que fossem pelo menos cinco, se exigiria um investimento muito grande?
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Castro – Não. Porque continuaria dentro de um turno. Se o número de horas não permitir que cada cadeira seja usada por dois alunos (em turnos diferentes), você vai ter um aumento monstro de investimento em prédios. Mas cinco horas, começando às 7h e indo ao meio-dia, e o outro turno começando às 13h, dá perfeitamente. O problema não é dinheiro, o problema é brigar com o sindicato.
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ZH – Os sindicatos resistem?
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Castro – Se você pagar a mesma coisa e quiser que eles deem mais aula... mas, se um turno termina ao meio-dia, e o outro começa às 13h, dá para ter duas turmas. É viável.
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ZH – O senhor não considera necessário, no caso brasileiro, ampliar a rotina de aula para dois turnos?
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Castro – Não precisa. Isso é importante para turmas vulneráveis, para alunos que têm perigo de aprontar, que estão em situação socioeconômica muito precária. Mas a gente sabe que as escolas de tempo integral têm rigorosamente o mesmo rendimento que as outras.
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ZH – Por quê?
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Castro – Por que o segundo turno não é usado para estudar. Para atividades recreativas, culturais, para esporte, tocar violão, lutar capoeira. Mas não tem livro, não tem professor. É tradicional que as escolas de tempo integral tenham o mesmo resultado das de tempo parcial.
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ZH – E em outros países?
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Castro – O aluno pode até estudar oito horas, mas a escola não funciona oito horas. Na escola clássica da Europa e dos Estados Unidos, o aluno vai para a escola às 7h, 8h e sai às 15h. Nisso ele almoça, faz esporte. De aula, mesmo, são cinco, seis horas, no máximo. Essa ideia de botar todo mundo em turno integral é bobagem. Turno integral é para os meninos que precisam de apoio. Se for para todo mundo, o aluno cansa, não tem o que fazer e é muito caro.
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Referência em propaganda
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Referência
A escola Joaquim da Silva Filho, de Vitória de Santo Antão, inaugurada no ano passado e tida como referência pela rede estadual, passa por maus bocados. Ou melhor, os alunos, que, segundo denuncia o Sintepe, estão sem aulas há 21 dias. Antes de faltar paredes, substituídas provisoriamente por tapumes, estaria faltando professores.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
FUNDEB em 2009 - definitivo - R$ 1.286.280.324,73
PARA ONDE ESTÁ INDO ESSA MONTANHA DE DINHEIRO?

A ilustração acima serve para refletir sobre a montanha de dinheiro repassado pelo
FUNDEB a Pernambuco em 2009, ano em que o Estado não quis reajustar a merreca de salário dos seus professores, além de tê-la cortado devido à greve. Diante de tanto dinheiro, perguntamos:
- QUEM FISCALIZA A APLICAÇÃO DESSES RECURSOS?
- EXISTE ALGUM SETOR RESPONSÁVEL PARA FISCALIZAR?
- POR QUE CONTINUAMOS GANHANDO O PIOR SALÁRIO DO BRASIL, MESMO COM TANTO DINHEIRO VINDO PARA PERNAMBUCO?
Somos constantemente fiscalizados, cobrados, acochados, espremidos, discriminados e pisados, além de estarmos derretendo em estufas chamadas de sala de aula...mas na hora da retribuição só recebemos ingratidão, desprezo, indiferença e negação dos nossos direitos básicos.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Eduardo Pesquisa Campos Pergunta...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE DE EDUARDO

Na imagem acima vemos como é estimulante tentar ensinar nas escolas estaduais:
além do ÓTIMO SALÁRIO, temos outros benefícios como SAUNA, ESTUFA, programa de emagrecimento e de ressecamento da garganta...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
O carnaval do SINTEPE

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Conforme noticiado pela imprensa, o bloco do SINTEPE ofereceu agrados adicionais aos foliões: "A festa é aberta a todos os trabalhadores em educação e os associados que apresentarem o contracheque poderão adquirir o Kit, com uma camisa e fichas, para cervejas e refrigerante" (JC Online - clique aqui).
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Enfim, a contribuição sindical - que não financia uma campanha decente de esclarecimento à sociedade sobre a situação real da educação e dos educadores em Pernambuco - é utilizada para bancar bloco carnavalesco com direito ao "kit"!
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Seria interessante saber qual o montante investido na festa (incluindo em sua divulgação) para que pudéssemos saber melhor como anda sendo empregada a contribuição sindical paga pela categoria.
Se a moda pega...
Professores de castigo!
Revista Época - Ed. 615
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O que fazer com professores incompetentes a quem a lei garante estabilidade de emprego? Esse é um problema enfrentado por quase todos os sistemas de ensino público, incluindo o brasileiro. A cidade de Nova York, cuja rede de ensino é a maior dos Estados Unidos (são 1,1 milhão de estudantes e 80 mil professores), adotou uma solução drástica: colocar os maus professores de castigo. Quase 700 deles são pagos para não dar aulas. Eles passam os dias de trabalho confinados em salas vazias, dentro de complexos chamados de Centros de Recolocação Temporária. Esses centros existem há anos para afastar professores suspeitos de alcoolismo, agressão física contra alunos e assédio moral ou sexual. Desde 2002, o governo municipal usa o mesmo sistema para afastar também os incompetentes. E agora começa a colher resultados.
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As salas desses centros foram apelidadas de rubber rooms (quartos “emborrachados”, em referência a quartos de hospício). Não são exatamente locais aconchegantes. Tirando as carteiras típicas, nada lembra uma sala de aula. Não há livros, mapas pendurados na parede nem computadores. Algumas nem sequer têm janelas. Os professores são vigiados por dois seguranças e dois supervisores da Secretaria de Educação, têm horário para chegar e ir embora (o período corresponde ao dia de trabalho normal, das 8 às 15 horas) e não podem acessar a internet nem falar ao celular. Em resumo, fazem quase nada o dia inteiro. E isso pode durar anos. Quando um professor é denunciado pelo diretor da escola, é afastado imediatamente. Em seguida, um árbitro indicado pelo sindicato dos professores começa a investigar s se a acusação procede. Em caso positivo, o profissional é demitido. Em caso negativo, ele é reintegrado. Mas, por exigência do sindicato, os árbitros só trabalham nos casos cinco dias por mês. Isso faz com que, na média, cada investigação demore três anos para ser concluída.
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As salas de castigo estão longe de ser uma solução ideal. Primeiro, porque são caras: enquanto estão no limbo, os professores continuam a receber seus salários e a contar tempo de serviço para garantir benefícios, como aposentadoria. Hoje, a cidade de Nova York gasta cerca de US$ 50 milhões por ano com os integrantes dos centros. Além disso, elas suscitam reclamações de professores que se sentem injustiçados. Em dezembro, um grupo deles entrou com um processo contra a prefeitura, alegando que o secretário municipal de Educação, Joel Klein, tem como objetivo “acabar com o direito à estabilidade de emprego”. Ao fazer de seu cotidiano profissional algo “insuportável” e “humilhante”, ele estaria forçando professores a pedir demissão.
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Klein afirma que as salas de castigo funcionam principalmente para evitar que professores incompetentes deem aulas. Em Nova York, o contrato que rege as leis trabalhistas dos professores – inclusive a que determina o castigo remunerado – é assinado com o poderoso sindicato dos professores. Para a prefeitura, o prejuízo dos centros é considerado menor perto da alternativa, que seria deixar professores ruins influenciar milhares de crianças. “É o único jeito de mantê-los afastados da responsabilidade de educar crianças e jovens”, diz Ann Forte, porta-voz da Secretaria de Educação de Nova York.
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A solução, radical, é explicada pela dificuldade das autoridades de educação de mexer com direitos adquiridos dos professores. O Estado de São Paulo, por exemplo, decidiu implantar um sistema de meritocracia, mas enfrenta ações judiciais do sindicato dos professores. O plano é mais suave que as salas de castigo. Em vez de punir maus professores, trata-se de premiar os melhores. A cada ano, o Estado aplicará uma prova para diretores, professores, coordenadores e supervisores. Os 20% mais bem avaliados receberão aumentos de 25% do salário. Os dois sindicatos mais representativos dos professores dizem que esse tipo de promoção fere a isonomia de classe.
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“Não é incomum aparecer conflitos entre os direitos legais dos funcionários públicos e o direito da criança ao acesso à boa educação”, diz Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, uma organização voltada para a melhora da educação no Brasil. Achar o equilíbrio entre esses dois pontos vem sendo a principal estratégia de Klein, que há sete anos deu início a uma radical reforma no sistema público de ensino da cidade. Seu lema: os pilares de qualquer ensino público – estabilidade de emprego, promoção por tempo de serviço e um sistema de remuneração hierárquico – beneficiam mais os funcionários e os políticos de plantão do que os alunos. Com isso, ele bateu de frente com uma classe de profissionais que não está acostumada a ser avaliada e cobrada. “No geral, professores não admitem que precisam de ajuda”, diz Patrícia Motta Guedes, pesquisadora do Instituto Fernand Braudel.
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A principal medida de Klein foi dar mais autonomia aos diretores de escolas. Antes, eles não podiam contratar ou demitir sua própria equipe. Os professores é que escolhiam onde lecionar, de acordo com o tempo de serviço. Hoje, os diretores têm liberdade de contratação, gerência sobre o orçamento da escola e autonomia para decidir, por exemplo, pagar um salário maior para um professor que tenha melhor desempenho. Eles só não podem, ainda, demitir professores estáveis.
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Junto com a autonomia, veio a cobrança. Assim que assume uma escola, o diretor assina um contrato dizendo quais são suas metas pedagógicas e orçamentárias. Se não cumpri-las no prazo determinado, é demitido, e a escola fecha. Desde 2002, 90 escolas desapareceram. A maioria dos diretores não aguentou. Cerca de 70% se aposentaram ou pediram demissão, de acordo com dados oficiais.
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Embora ainda tenha muito trabalho pela frente, Klein conseguiu mostrar avanços no ensino. Entre 2005 e 2008, a taxa de conclusão do ensino médio aumentou de 47% para 61%. No mesmo período, a taxa de desistência caiu de 22% para 14%. Entre 2006 e 2009, a porcentagem de estudantes que atingiram os padrões adequados de aprendizagem para sua idade saltou de 57% para 82%, e a diferença entre o desempenho dos alunos negros em relação ao dos brancos diminuiu de 31% para 17%.
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Além dos diretores, professores e alunos também passam por avaliações de desempenho periodicamente. As avaliações anuais, por um lado, determinam a demissão do diretor ou o afastamento de um professor. Por outro, são a base para o pagamento de bônus – em 2009 foram distribuídos US$ 5 milhões. O sistema pode até dar margem a alguns erros, mas em sua essência é muito simples: os professores que não ensinam são afastados, os que ensinam bem ganham bônus e são promovidos. Quem pode ser contra?
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI122735-15228,00-PROFESSORES+DE+CASTIGO.html
Servidor em estágio probatório que entra em greve não pode ser punido
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A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3235 foi ajuizada na Corte pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). A entidade questiona o parágrafo único do art. 1º do Decreto alagoano 1.807/04, que estabelece consequências administrativas para servidor público em estágio probatório, caso fique comprovada sua participação na paralisação do serviço, a título de greve.
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Para a confederação, a norma ofenderia o artigo 5º, LV, da Constituição Federal, por prever a exoneração de servidor sem a observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Além disso, ao impedir o livre exercício do direito de greve pelos servidores em estágio probatório, afrontaria o disposto no art. 37, VII, da Constituição.
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O julgamento da ação começou em dezembro de 2005. O relator do caso, ministro Carlos Velloso (aposentado), votou pela improcedência da ação, por considerar que a norma do artigo 37, inciso VII, da Constituição depende de normatização ulterior. Dessa forma, Velloso considerou constitucional a norma alagoana. O julgamento foi interrompido, então, por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
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Ao retomar o julgamento na tarde desta quinta, Gilmar Mendes votou pela procedência da ação. Segundo o presidente da Corte, não existe, na Constituição Federal, base para que se faça esse "distinguishing” (distinção) entre servidores e servidores em estágio probatório – em função de movimentos grevistas. O ministro citou ainda as decisões da Corte em diversos mandados de injunção em que o Plenário analisou o direito de greve dos servidores públicos.
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Todos os ministros presentes à sessão desta quinta acompanharam o presidente, declarando a inconstitucionalidade do dispositivo. A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha comentou que, no presente caso, ao distinguir servidores estáveis e não estáveis, o dispositivo afrontaria, ainda, o principio da isonomia.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
PEC autoriza criação de pisos salariais estaduais para professores
BRASÍLIA - A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 440/09, do deputado Dr. Nechar (PP-SP), que autoriza os estados e o Distrito Federal a instituírem piso salarial para profissionais da educação básica da rede pública. Atualmente, a Lei 11.738/08 estabelece um piso nacional único para a categoria no valor de R$ 950.
O deputado argumenta que a tendência é que o piso salarial nacional tenha pouca repercussão na valorização dos salários dos professores em estados com melhores condições de financiamento da educação básica.
Salários regionais
O deputado destaca que a Lei Complementar 103/00 autoriza os estados e o Distrito Federal a instituírem salários mínimos regionais, por meio de lei de iniciativa dos governadores. Segundo ele, hoje quatro estados já tomaram essa iniciativa - São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná.
Ele lembra que, no ano passado,por exemplo, esses estados tinham mínimos com valores acima do piso nacional, que era de R$ 465. Em São Paulo, o valor era de R$ 505; no Rio Grande do Sul, de 511,29; no Rio de Janeiro, de 512,67; e no Paraná, de R$ 610,12.
Tramitação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania vai analisar a admissibilidade da proposta. Caso seja aprovada, segue para análise de uma comissão especial criada para esse fim. Depois, deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
EDUARDO CONCEDE TRAVESSIA AOS PROFESSORES

Na imagem acima vemos Eduardo atravessando o professor, ajudando-o a se virar para arrumar outra Escola, pois a terceirização e Roberto Marinho são mais importantes.
Reunião da Oposição
na Sede da CONLUTAS.
Rua: José de Alencar, 44 bloco A sala 33, Boa Vista. Edifício onde funciona o Bar e Restaurante Mustang (esquina com a loja Riachuelo)
Fone: 3222-5709
Discutiremos os eixos para a próxima Assembléia.
Compareçam !
Pauta da assembleia do SINTEPE
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O que podemos esperar da assembleia do SINTEPE do dia 25?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Bolsa-Marginal
Curioso imaginar esta situação num país onde um trabalhador honesto recebe um salário mínimo de R$ 512,00 para sustentar sua família e manter sua casa. A conclusão é clara: a família de um criminoso recebe assistência maior do que a de um trabalhador honesto que não tenha débitos com a Justiça.
Mais informações no site da Previdência Social:
http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22
IMPLANTADO O PISO DE PROFESSORES - 2

Na imagem acima, vemos a preocupação do Governo com a qualidade do piso de professores: devidamente compactados, pisados e esmagados!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
EDUARDO IMPLANTA O PISO NOS PROFESSORES

Nesta ilustração, vemos claramente que o Governador implantou o Piso nos professores, conseguindo assim manter o título de PIOR SALÁRIO DO PAÍS há mais de dez anos...desta maneira, a rede Estadual de educação de Pernambuco mantém seu destaque como O PIOR LUGAR PARA SER PROFESSOR NO BRASIL, pois ESTAMOS SENDO PISADOS também pelas péssimas condições de trabalho.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
“Receita de sucesso para escola pública”
Esses dois alunos são oriundos da Escola do Recife, vinculada a Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco(FCAP). De acordo com a reportagem, a escola não tem condição privilegiada, diante das demais escolas públicas de Pernambuco, inclusive tendo atrasos nos pagamentos dos professores, e ainda assim, diz a repórter, tornou-se referência de ensino.
Tal reportagem vem ilustrada com foto de uma sala de aula da Escola do Recife. Podemos perceber, pela imagem desta foto, que, ao contrário do que diz esta repórter, esta unidade de ensino possui condições bem diferentes das demais públicas no estado. Podemos visualizar dois ar-condicionados, espaço para exibição de data-show, cadeiras confortáveis e boa iluminação. A farda utilizada pelos alunos da Escola do Recife, também é muito diferente das demais utilizadas por outros alunos de escola pública do estado. Na Escola do Recife, a questão do conforto e qualidade, além da ótima apresentação do fardamento foi levada em consideração, ao contrário do que pode ser visto se observarmos o fardamento padrão das escolas públicas do estado.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Educação vira comércio.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
CADÊ O PISO SALARIAL?
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Até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional nacional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2o desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei.
Em outras palavras, seria permitido que o governo pagasse gratificações que possibilitassem a integralização do piso apenas até o último dia do ano passado. O fato é que já estamos fora deste prazo e agora é obrigatório o pagamento do piso na condição de "vencimento", ou seja, como salário base - excluindo as gratificações. Você, que conferiu seu contracheque, viu que isto não ocorreu e que o governo estadual não está cumprindo o que determina a Lei do Piso.
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O artigo sexto da Lei afirma ainda:
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A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federal.
Pelo que se tem notícia, nada disso foi realizado e absolutamente nenhuma palavra foi pronunciada pelo governo a este respeito.
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E mais: conforme é de conhecimento geral, o valor do piso foi corrigido e hoje está definido em R$ 1.024,67. O fato é que um professor com 200 horas em Pernambuco recebe apenas R$ 635,00 como salário base, enfim, um valor pouco acima da metade do piso legalmente estabelecido.
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A propaganda oficial mente quando afirma que o governo paga o piso salarial aos professores da rede pública estadual e a imprensa se acomoda, pois não parou nenhum instante para fazer uma investigação rasteira e banal capaz de denunciar a falácia anunciada com pompas.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Eleição e o Compromisso com a Educação e os Educadores de Pernambuco
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Tabela de pagamento
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Fico também feliz, por João Paulo ter percebido qual era a verdadeira intenção de Eduardo ao nomeá-lo secretário: Afastá-lo da disputa Estadual em 2010, mas por que isto? Ele (Eduardo) e seus eficientes secretários não estão se achando reelegidos? Então, porque esta atitude de precaução? Semana passada, chegou ao ponto do senhor: Danilo Cabral afirmar em capa do jornal Folha de Pernambuco: Que Venha Jarbas que a vitória será melhor! Meu Deus, o que é isso! Quanta prepotência, quanta segurança é essa desse governo, que ganhou raspando de Mendonça Filho há quatro anos!
Aos servidores públicos estaduais, eles não irão mais enganar, pois todos não podem estar acreditando que se não houve diálogo e acordos firmados no primeiro mandato, eles não irão acontecer no segundo, óbvio! O segundo mandato, por uma infelicidade ele (Eduardo) venha a ganhar será quatro anos de muitas dificuldades para os servidores, em geral!
Pela primeira vez, voltei a ter esperança para nossa classe com a possibilidade de João Paulo como nosso governador, alguns podem não concordar, mais gostei de sua gestão a frente da prefeitura do Recife, acredito que ele foi transparente, próximos de seus servidores, sempre tentando na medida do possível, agradar a todos, apenas acredito que seu erro tenha sido a indicação daquele João da Costa, mas quem não erra não é? E ele já percebeu seu erro, assim como a atitude sinuosa de Eduardo!
Desta forma, Rumo a Outubro de 2010, com João Paulo sendo eleito nosso governador, e vamos derrubar esse “império” que Eduardo sonha em construir ao custo do sofrimento, humilhação,.... aos servidores estaduais! Quero e acredito que João Paulo será um ótimo governador, e tenho esperança nisso!
sábado, 9 de janeiro de 2010
Quais são as metas do SINTEPE para 2010?
- O que nós, enquanto sindicato, faremos através de nossos experientes representantes?
- Continuaremos com os suaves discursos nas assembleias, posando ao lado de deputados(as) com falácia frouxas e descomprometidas?
- Continuaremos dialogando com um governo que não apresenta nada de concreto para toda a categoria?
- Afinal o que há conosco que não formamos opinião acerca do que ocorre com a educação em Pernambuco?
- E com relação ao que queremos enquanto trabalhadores sindicalizados:Cumprimento do Plano de Cargos e Carreiras e melhores condições de trabalho?
Fazer valer a lei precisa de algo a mais, além dos fracos discursos proferidos, durante todo o ano de 2009. O desejo de querer fazer precisa ser geral, senão teremos o que o governo quiser nos dar. E como todo mundo já percebeu, educação, nem os educadores não constituem prioridade no Brasil e muito menos em Pernambuco.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Na próxima década, quem sabe o Brasil poderá finalmente descobrir qual deve ser o maior investimento do Estado. Como reduzir a violência e melhorar a segurança? Educação. Como diminuir a pobreza, a fome e a desigualdade? Educação. Como melhorar a saúde? Educação. Como aumentar a taxa de emprego? Educação. Começa quando a criança nasce. Não dá para esperar até 4 ou 6 anos. A carência emocional e intelectual na primeira infância é meio caminho perdido.
“Para cada dólar aplicado, a sociedade ganhou nove”, afirmou o americano James Heckman, de 65 anos, prêmio Nobel de Economia de 2000. O professor Heckman se referia a uma experiência bem-sucedida em Michigan com educação na primeira infância. Em entrevista a O Globo na semana passada, Heckman disse algo que está na nossa cara, está sob as marquises dos centros urbanos ou nas lavouras: sem atenção de 0 a 3 anos, sem estímulo intelectual, com pais analfabetos, pouco instruídos e ausentes, sem a adequada assistência médica, essas crianças entrarão na escola em profunda desvantagem. Uma desvantagem que não é reversível, salvo exceções. “Uma boa política de família acaba se tornando uma boa política econômica. Há governos que acham que dar mais dinheiro aos pobres resolve o problema.”
Nenhuma esmola nacional, por mais ambiciosa e popular que seja, poderá ajudar o Brasil a ter um índice de desenvolvimento humano (IDH) compatível com a imagem de potência emergente. Jamais haverá dinheiro bastante para dar autoestima a brasileiros na linha da pobreza – ou abaixo. Hoje, nenhum candidato ousa criticar o Bolsa Família. Com todas as boas intenções, o Bolsa Família continua sendo um programa assistencialista, sujeito a fraudes de toda sorte. Esses recursos seriam mais bem aplicados se houvesse uma obsessão: Educação, Educação, Educação.
Só mesmo a Educação ampla, irrestrita e de qualidade, a partir do nascimento de cada brasileiro, poderá mudar a cara deste país. Com uma rede gratuita de creches (não depósitos de crianças) para filhos de pais carentes e mães solteiras. E escolas públicas de qualidade. Isso significa mudar de verdade, e não remendar, maquiar estatísticas, impressionar com números de matrículas ou com porcentagens que iludem mais do que explicam.
obsessão nacional para se destacar no mundo
“O cérebro se forma muito cedo”, diz o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloísio Araújo. “A criança que vem de um lar em que os pais são educados, leem em voz alta, dão estímulos lógicos e usam vocabulário amplo está muito mais preparada quando chega à escola. Com 1 ano de idade, as diferenças são muito pequenas. Aos 4, muito grandes. Fica muito difícil o sistema escolar recuperar essa defasagem. As intervenções precoces são um desafio para o Brasil.”
Aloísio é um dos autores de Educação básica no Brasil – Construindo o país do futuro, livro editado neste ano pela Campus. Na página 103, há um gráfico assustador: 93% da diferença de desenvolvimento cognitivo medida em adolescentes de 13 anos de idade já está presente aos 5 anos, antes mesmo que as crianças comecem a frequentar a escola.
Há exemplos de programas dedicados a formar “capital humano” na primeira infância. Com atenção redobrada para famílias carentes. São experiências restritas geograficamente. Os três programas mais conhecidos aconteceram nos Estados Unidos – Michigan, Carolina do Norte, Chicago. Em comum, o envolvimento ativo dos pais, porque, sem a família, todos ficam órfãos, inclusive o Estado.
Ninguém precisa ser prêmio Nobel para saber os efeitos de uma educação que vem do berço. Um deles é formar jovens menos violentos, menos antissociais. Não se fala aqui apenas de pobreza. Pais ricos que abandonam seus filhos nas mãos de babás sem instrução – achando que, depois, a escola fará seu “papel” – um dia podem se arrepender muito de só ter acompanhado o crescimento de seu bebê por imagens instantâneas em celular.
Na última década, o Brasil avançou. Na próxima, precisa tornar a Educação, precoce e fundamental, uma obsessão nacional.
Conclusão: estamos fodidos!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Publicado em 31.12.2009, às 10h12 (Íntegra da Entrevista no www.jconline.com.br)
Através do programa Professor conectado, 27 mil trabalhadores da educação receberam computadores. No entanto, 2009 também foi um ano de reivindicações. Com a pior média salarial do Brasil na educação básica (R$ 982), os trabalhadores em educação do Estado cruzaram os braços em uma greve que durou 25 dias e, pela primeira vez na história, o governo cortou os salários dos grevistas.
Comentário: Existem vários pontos que chama a atenção: Convocar os concursados apenas em janeiro de 2010? Ano eleitoral, fala sério! Acesso a notebook, sem internet não é professor conectado e sim equipado, apenas! Ensino Fundamental, no estado de Pernambuco já está em extinção, fico imaginando as escolas municipais como ficarão! Super lotadas!
Negociar a possibilidade de aumento do piso dentro dos limites fiscais do Estado? Quem leu a notícia divulgada pelo MEC Haddad deixa muito claro que todos os municípios e estados terão e tem condições de pagarem o piso, sem essa conversa em Danilo Cabral! Vamos ver o que será arquitetado estrategicamente por esse sindicato omisso e desmoralizado com tantos componentes ledos e ingênuos, a respeito desse piso e se será repassado aos profissionais antes de qualquer acordo e o mias importante dessa vez, não tem desculpa deverá ser um reajuste retroativo! E finalizando, ao contrário do que o senhor Danilo Cabral afirmou que muitas ações não é uma política de secretário o que vem sendo feito nas escolas e sim uma política de estado, que ingenuidade, a quem ele pense que engana com essa afirmação? A população, lógico, pois quem trabalha nas escolas saque o que é verdade! Que discurso eleitoral, fala sério!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Os alunos que praticarem violência contra professor poderão ser transferidos para outra sala de aula, afastados da escola ou ainda proibidos de aproximar-se do professor, ofendido ou de seus familiares. É o que determina projeto de lei (PLS 191/09) do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovado na última terça-feira pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
De acordo com a proposta, será considerada violência contra o professor “qualquer ação ou omissão decorrente da relação de educação que lhe cause morte, lesão corporal ou dano patrimonial”, praticada direta ou indiretamente por alunos ou seus responsáveis.
Se necessário, determina ainda o texto aprovado, a Justiça poderá encaminhar o professor a um programa oficial ou comunitário de proteção ou assistência, além de determinar a manutenção do seu vínculo trabalhista por até seis meses, quando houver o afastamento do local de trabalho.
O relator, Gerson Camata (PMDB-ES), observou que 87% dos professores – segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – gostariam de contar com uma lei que os protegessem de agressões praticadas por alunos.
-Precisamos proteger também o professor. Todos olham para o aluno, mas é importante estar atento também para a situação do professor – disse Paim durante a discussão da proposta.
Também recebeu parecer favorável da comissão o PLS 251/09 , da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que autoriza o governo federal a implantar - em articulação com estados e municípios – o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Save).
Segundo a proposta, relatada por Flávio Arns(PSDB-PR), o sistema atuará prioritariamente na produção de estudos, levantamentos e mapeamento de ocorrências de violência escolar.
- A maior preocupação da sociedade hoje não é mais com a qualidade de ensino, mas com a violência escolar – disse Arns. As duas propostas seguem agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Fonte: www.mec.gov.br
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 30, ter convicção de que estados e municípios têm condições de pagar o piso salarial dos professores, no valor de R$ 1.024,67, conforme interpretação da Advocacia-Geral da União (AGU). O reajuste do piso passa a vigorar em 1º de janeiro de 2010 e corresponde a uma jornada semanal de 40 horas. Haddad apresenta três razões que justificam a capacidade de governadores e prefeitos de honrar o reajuste de 7,86% no piso dos professores. A primeira, o aporte adicional de R$ 1 bilhão, a serem transferidos pelo governo federal no próximo ano aos cofres de estados e municípios, com o aumento de 36% nos repasses para merenda e transporte escolares. Governadores e prefeitos haviam solicitado R$ 400 milhões adicionais ao presidente da República. A segunda razão é o aumento das transferências da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O parecer da AGU sobre o índice de reajuste do piso salarial dos professores, em resposta a consulta feita pelo Ministério da Educação, tomou por base a diferença entre o valor efetivo do Fundeb por aluno ao ano praticado em 2008 (R$ 1.132,34) e o de 2009 (R$ 1.221,34). A diferença apurada é de 7,86%. Com isso, o piso da jornada de 40 horas passa dos R$ 950 atuais para R$ 1.024,67 em janeiro de 2010.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira, 28, reajustes dos valores da merenda e do transporte escolar a serem repassados aos municípios em 2010. O valor da merenda passa de R$ 0,22 para R$ 0,30 por dia letivo para cada aluno da pré-escola, ensinos fundamental e médio e educação de jovens e adultos.O custo total das transferências para a merenda sobe de R$ 2,2 bilhões este ano para cerca de R$ 3 bilhões em 2010.
Caminho da Escola – Além de atualizar os repasses de recursos dos programas da merenda e do transporte de alunos, o ministro da Educação lembra que o governo federal investiu nos últimos dois anos R$ 790 milhões no programa Caminho da Escola, que incentiva a aquisição de veículos escolares novos e certificados pelo Inmetro. Com essa verba foram adquiridos 5.190 veículos escolares. Segundo Haddad, essa frota é muito importante, por isso foi aprovado o reajuste do Pnate, que é um recurso para manutenção dos veículos e garantia de que estão levando as crianças com segurança para a escola.
Ionice Lorenzoni Fonte: www.mec.gov.br
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
RETROSPECTIVA 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
É irônica a entrevista dada pelo governador ao jornal Folha de Pernambuco, em momento algum, fala-se de educação como meta de investimento em 2010. Muito pelo contrário, se falou constantemente acerca da crise na secretaria de turismo e no processo eleitoral de 2010.
Em momento algum, comentou-se a respeito das muitas greves que ocorreram neste ano a exemplo: Educação, Saúde, Detran, policiais, ....., o governador afirma em uma parte da entrevista que foi difícil assegurar os aumentos prometidos, mas foram cumpridos.
Cumpridos para que segmento dos servidores estaduais? Por que, na Educação e no meu contracheque, não vi aumento algum! Pelo contrário o que ocorreu este ano foi um aumento da carga de trabalho muito grande nas escolas.
Seria então a folha de Pernambuco uma estatal do governo estadual? Para mim, cada mais parece que sim, pois a impressão que se tem da entrevista dada, é de que as perguntas já se era conhecida pelo senhor governador, e mais teve uma caráter político de prestação de constas do que um jogo do tipo: “jogo da verdade”.
O senhor governador esta muito seguro acerca de sua reeleição em 2010, mas não teria tanta certeza, pois o presidente Lula estará mais ocupado com a sucessão presidencial do que com as eleições estaduais, e o melhor de tudo, Jarbas Vasconcelos assombra politicamente mais uma vez o cenário político pernambucano, 2010 promete e com certeza não será um ano tão fácil para o governador, como ele tanto tenta transparecer!
Esses jornais pernambucanos mais parecem estatais do governo estadual do que empresas sem ligações políticas em que se deveria promover a publicação de notícias com conteúdos verídicos, em que ambas as partes de um dado processo tivessem o mesmo espaço para se defenderem, e ainda falam de democracia, que piada! É irônico, mas por que a folha de Pernambuco não realiza uma entrevista com os servidores estaduais sem terem de se identificar, acerca da popularidade do governo entre os servidores?
sábado, 19 de dezembro de 2009
Reordenamento: mais um golpe.
Dia 24 de novembro em reunião com a SEE e comissão (parte) tivemos a confirmação do que já era desconfiança: O reordenamento tem como objetivo, transferir aos poucos a responsabilidade do Ensino Fundamental para os municípios, e as Escolas do Ensino Médio serão os futuros
Centros de Referências (e exclusão).
Atados, estamos tentantando reverter o quadro como fizeram os companheiros da Escola Frei Caneca(Camaragibe) que, ao saberem do golpe praticado pela GRE/SEE, reuniram-se e conseguiram vetar a aplicação da proposta na escola. Pela ilegalidade da ação, uma vez que a mesma não passou por discussão com a comunidade escolar, solicitei ao Sintepe, apoio para barrar o projeto. Havia reunião marcada para 15 de dezembro mas, a SEE alegando agenda com o governo, desmarcou o encontro.
Lembro que, na Escola Santa Sofia na qual trabalho, sem que nada soubessemos, aprovou-se a proposta em reunião às portas fechadas, com a presença de Sandra (GRE Metrosul) e direção da escola.
Ando no aguardo para ver o que vai acontecer, até porque, para mim não ficou clara ainda a posição do nosso sindicato, se é contra ou a favor do reordenamento, pois está deixando que a GRE e os diretores decidam descaradamente o destino das escolas. Se não sabiam do projeto e foram pegos de surpesa, agora já sabem e precisam agir urgentemente, o ano está findando e, queremos a garantia do recebimento de alunos de 5ª série em nossa unidade escolar.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Sentindo na pele
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Enem provoca reflexão
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O “teste de resistência” que foi o Enem, realizado no último fim de semana, serviu para mostrar a alunos de escolas particulares como é difícil o dia a dia de muitos estudantes de colégios públicos. Salas de aulas quentes e sem ventilação dificultam o aprendizado e a concentração. Uma adolescente moradora de Boa Viagem, bairro nobre do Recife, fez as provas em uma escola estadual de Casa Amarela, na Zona Norte. Desabafou no JC Online: “Nós que somos alunos de redes privadas, que assistimos a aulas com professores de qualidade, em salas com boa infraestrutura, ar condicionado, já não encontramos tanta motivação para nos manter na escola durante o ano, imaginem os que estudam numa escola pública. O calor é imenso, não bancas de qualidade. Não existe nada que motive o aluno a assistir aula nem por uma semana na escola pública.”
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Temporários de luxo
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Professor Danilo Cabral???
O desavisado representante do MEC não foi informado que em Pernambuco, professor fica em segundo plano, até na gestão da SEE, ora ocupada pelo burocrata e sempre sumido Danilo Cabral.
O próprio ministério da educação deveria impor critérios para serem seguidos na escolha dos secretários de educação, cujo currículo deveria constar o exercício da docência. Quem melhor que um professor(a) para saber o que é melhor para a educação em nosso estado?
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Professor(a) pare e reflita
Por outro lado na propaganda deste mesmo governo sobre "melhorias" na saúde como construção de novos hospitais e compras de equipamentos não se vê médico, ou outro servidor da saúde a elogiar o governo.
Interessante isso. atiramos o tempo todo em nosso próprio pé. Quem reivindica não pode jamais parar diante das câmeras de propaganda do governo e declarar que está tudo bem. São essas contradições que enfraquecem a categoria.
