quinta-feira, 9 de julho de 2009

QUE ACORDO É ESSE?

Não se fala em outro assunto.
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O governo afirma que a greve representa uma quebra de acordo por parte do Sintepe, a imprensa dá eco a esta questão, mas, enfim, QUE ACORDO É ESSE?
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Havia algum pacto entre a direção do Sintepe e o governo que impediria a deflagração de uma greve ou a reivindicação de algum reajuste salarial? QUE ACORDO É ESSE?
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Será que há algum arranjo combinado entre a direção do Sintepe e o governo que envolva a situação da categoria sem que ela esteja devidamente a par do que foi firmado entre as partes? QUE ACORDO É ESSE?
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Uma combinação de relevância entre um sindicato e o governo não precisa ser ecrita, registrada e assinada por alguém? QUE ACORDO É ESSE?
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Uma negociação importante entre um sindicato e o governo não precisa ser confirmada pela base da categoria representada pelo referido sindicato? QUE ACORDO É ESSE?
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Se uma categoria está em greve e a existência de um acordo entre o sindicato e o governo é citada, a categoria não precisa saber exatamente todos os aspectos que estão envolvidos no movimento grevista? QUE ACORDO É ESSE?
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Se há acordo, a categiria precisa acordar e conhecer tal entendimento entre a direção sindical e o governo. Nada de atos secretos. QUE ACORDO É ESSE?
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Afinal, QUE ACORDO É ESSE?

11 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Apesar de termos um milhão de motivos para entrarmos em greve, começo a achar que entramos nessa como "bois de piranha". Tudo é muito estranho, quando vemos que não há sequer clareza a respeito das negociações que foram feitas anteriormente (desde o ano passado, pelo menos) entre o Sintepe e o governo.

    As ameaçadoras reações do governo estão sendo apresentadas automaticamente - em greves anteriores houve ameaças, mas elas não foram tão rápidas. Faltou estratégia por parte do Sintepe e quem poderá pagar o pato serão os professores.

    Em 2007 fizemos uma greve longa e desgastante e naquela ocasião o Sintepe esteve completamente perdido ao ponto em que houve confrontos entre a direção sindical e a própria categoria (que sustentou o movimento sozinha). O saldo imediato foi muito fraco (5% de aumento), mas politicamente houve a percepção clara da incompetência da direção do Sintepe em guiar a categoria ou orientar articulações de grande expressão com capacidade de enfrentar o governo e unir os trabalhadores.

    Agora, nesta greve, percebo que a direção do Sintepe já inicia o movimento de forma atrapalhada. Deu até ao governo um discurso que facilita sua reação: a quebra de acordo. Embora o governo esteja errado (e saiba disso) ao não atender ao pagamento do repasse de 19,2%, os acertos anteriores entre o governo e o Sintepe deixam a situação mais confusa para este instante.

    Tudo leva a crer que a categoria foi traída pela direção do sindicato em benefício do governo quando houve a celebração do acordo. E também há evidência de que agora o sindicato está traindo o governo (com quem se associou claramente). Mas será que esta nova traição beneficiará a categoria?

    Reivindicar o repasse dos 19,2% agora, embora seja uma ação fundada na lei, acabou sendo uma operação mais complexa em virtude da própria atuação do sindicato. É possível que o Sintepe esteja lançando a categoria na armadilha do governo, que agora parece estar muito mais preparado para reprimir do que estava em 2007 porque está utilizando como munição uma forte campanha publicitária baseada em ações paliativas que chamam a atenção e alguns acertos que não podem ser negados. Esta munição empregada no discurso conta ainda com o recurso de indicar a quebra de acordo e, convenhamos, o governo está apostando nesta tática e a utiliza bem.

    Diferente do que ocorreu na greve de 2007, parece que a categoria não está encarando este movimento com a mesma convicção vista anteriormente. Esta percepção é clara para mim. Parte desta situação se deve à velha apatia que é típica em nossa categoria e também há a desconfiança em relação ao Sintepe.

    Fica difícil enfrentar o governo com uma direção sindical imprecisa, que hora pende para o governo contra a categoria e em outro instante instiga uma reação sem planejar uma estratégia concreta de articulação, nos lançando numa greve em condições ainda mais difíceis.

    Francamente, não estou otimista em relação a esta greve.

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  3. Leia o que a Marisa Gibson do DP publicou no dia 07-07-2009 sobre esta greve...tudo indica que somos massa de manobra da batalha política do PT... segue abaixo a matéria

    Bateu nos nervos

    A greve dos professores do estado, decretada ontem, bateu nos nervos do governo. Não só porque Educação é a área mais bem avaliada, mas sobretudo porque a radicalização do Sintepe - Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Pernambuco, pegou o Palácio das Princesas de surpresa. Motivo: o Sintepe é controlado pelo PT de Humberto Costa, que não é só um aliado, mas um secretário do governo Eduardo. E a radicalização do Sintepe chega numa hora em que o governador vem se aproximando do ex-prefeito João Paulo (PT), cuja candidatura ao Senado começa a tomar um novo impulso. Assim, a greve dos professores teria uma conotação política, quase uma afronta a Eduardo, e não é a primeira vez que o PT estadual, comandado por Humberto, é tão audacioso. Recentemente, o PT ultrapassou a linha do bom senso quando ousou e insistiu em colocar em discussão uma possível negociação da vice na chapa de 2010, como se o vice João Lyra Neto (PDT) já estivesse fora da chapa de Eduardo. E, tudo, tendo como pano de fundo, a possível candidatura de João Paulo ao Senado. Foi preciso uma reação forte do governador, através de uma nota do PSB, para que o PT se recolhesse ao seu devido lugar. Agora, vem a greve. O sindicato cobra do governo o pagamento de um salário de R$ 1.132,00 e afirma que Pernambuco é o estado que pior paga a um professor de ensino médio - R$ 900,00 - que é o piso salarial. A polêmica está no reajuste de 19,2% do gasto por aluno, repassado pelo Fundeb e que não foi aplicado ao salário do professor, a partir de janeiro passado, como prevê a lei do piso. O governo alega que foi um dos primeiros a pagar o piso salarial e que do ano passado para cá houve reajustes entre 18% e 60% para a categoria, além de uma política de valorização dos professores com cursos de especialização e crédito para computadores, entre outros benefícios. Mas não houve acordo. A greve está decretada e o governo engasgado. E a interrogação é saber como Humberto vai sair desse episódio.

    http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/07/politica3_0.asp

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  4. Nasta circunstância, estamos servindo exatamente como massa de manobra!

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  5. o sindicato deveria ser firme desde o início e não só agora pois na hora de fazer acordo para ficar bem com o governo ninguem pensa na categoria

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  6. Professora Juliana9 de julho de 2009 13:27

    Como eu já desconfiava e tinha dito antes, muito provavelmente nosso sindicato tenha de fato firmado este acordo com o governo ano passado, traindo assim mais uma vez a categoria.Mantenho-me em greve (ainda) não pelo sindicato, mas contra os descabimentos deste governo e tb pq não vou deixar de ficar do lado da classe para ficar do lado governistas.Ainda assim, considero nossa pauta de reivindicação justa e acho que além do PISO existem outras coisas que precisam serem cobradas como, a garantia de eleição direta para gestor e abaixo a esta ideia de cronômetro nas escolas. Contudo, não me iludo e acredito que com o sindicado fraco que nós temos acho que no final das contas pagaremos o PATO².

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  7. O peesoal do SINTEPE vai sofrer corte de ponto ou estão correndo algum risco ? Aposto que estão todos afastados da sala de aula e não precisarão repor os dias parados também.

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  8. Que é isso companheira? se informe melhor, nem todos que fazem a direção do Sintepe tem total disponibilidade para a entidade.Muitos estão nas escolas dando aulas e a frente da luta.Seja justa.

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  9. Que é isso companheira? se informe melhor, nem todos que fazem a direção do Sintepe tem total disponibilidade para a entidade.Muitos estão nas escolas dando aulas e a frente da luta.Seja justa.

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  10. Vocês também estão querendo enganar a categoria? que vergonha! todos nós sabemos que não existe nenhum acordo entre governo e Sintepe referente ao reajuste do Piso.Onde está este acordo? Mentir é feio.

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  11. Parece que está esclarecido que o tal acordo é mais uma criação do governo.

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